Julho 09, 2007

U can run, but u can't hide

Elas existem, estão aí, e não vão desaparecer. Fazem parte deles, é também por causa delas que eles são como são (e nós até gostamos deles assim, certo?). A verdade é que nós também temos os nossos. E pior: também as somos, para alguém. Os fantasmas, as omnipresentes, as ex-namoradas.
Não temos de odiá-las, mas odiamos. Também não temos de as adorar, era impossível! Há ex-namoradas de vários tipos. As que os encornaram e/ou lhes partiram o coração, que os deixaram magoados (sim, porque já se sabe que eles ficam com aquilo bem recalcado para o resto da vida, ainda que o episódio se tenha passado na pré-primária). Gato escaldado, a cada insegurança o nome dela vem à conversa, em tom de comparação/acusação. Explica-se uma vez que somos diferentes, explicam-se duas, à 3ª já estamos capazes de cometer assasínio à menção do seu nome. Estas são das piores. São as que não desaparecem, as que lhes assombram os pesadelos e, por consequência, afectam o nosso sono.
Há as super-queridas, que as sogras adoravam, que toda a gente achava que era a mulher da vida deles. Grrrrrrr..... Não há sensação pior do que conhecer os amigos dele, a família, e sentir que TODA a gente nos está a analisar, a comparar, a comentar que “esta não tem nada a ver com a Joaninha, ela era tão querida, faziam um par a-mo-ro-so”. Ódio, muito ódio. A nossa vontade é mandá-los todos passear, mas o nosso bom senso obriga-nos a ser extra-queridas para provar a toda a gente que a Joaninha ao nosso lado era um fiasco.
Há também as recorrentes. As que foram namoradas e deixaram de ser 10 vezes ao longo dos anos. E, geralmente, a última vez foi mesmo antes de nós aparecermos, sorte a nossa. Nesta alínea junto também as que foram “dumped” por eles, e que ainda os querem. São ambas uma constante ameaça. Porque ainda estão frescas na memória, porque ainda há shampôs delas nas casa de banho deles, porque ainda telefonam e mandam mensagens, nomeadamente a meio da noite. E porque nós corremos o risco de ele a encontrar numa qualquer discoteca e a noite acabar... em casa dela. E e nossa nova relação que até estava a ter piada, fica por aí, onde ainda mal começou.
Por último temos as namoradas de anos e anos, que hoje em dia são amigas, daquelas que vão almoçar com eles e tudo. Estas, dê por onde der, temos de ter como aliadas. Porque elas protegem-nos mais que as mãezinhas deles. E porque facilmente nos boicotam a relação. Keep your friends close, and your enemies closer.
No meio disto tudo, temos sempre os nossos ex-namorados a darem-lhes a eles as mesmas dores de cabeça, e ciúmezinhos que nós temos com as ex’s deles. E sim, nós temos com certeza um que nos deixou, um que foi deixado, um de anos e anos, um amigo... e um recorrente, que não nos larga. E o melhor que temos a fazer é pensar que o nosso mais-que-tudo vai dar às ex’s a mesma atenção que nós damos aos nossos (e isto agora pode ser bom ou mau, consoante o que pesa a nossa consciência!).