Os mais atentos poderão, rapidamente, identificar-me como uma pessoa ciumenta. Foram várias as referências que me denunciaram. Reconheço-me o título. Reconheço-me insegura. E reconheço-me incapaz de distinguir uma simples conversa de uma jogo de engate.
Ainda assim, acho que, no que toca à separação do que é aceitável ou não, sou bastante ponderada. Como disse num post qualquer, acredito em limites e principalmente acredito, que estes devem ficar estabelecidos desde cedo, só assim, poderá resultar uma relação. São duras as minhas limitações, mas o ónus da decisão, entre aceitar ou não, fica com a pessoa supostamente interessada. Não cedo. Já não cedo. Não quero mesmo ceder. Nunca mais.
Falarei de mim, porque me peso na mesma balança. Na minha vida não existem circunstâncias dúbias, procuro clarificar todos os contextos que levantem inseguranças.
Não há espaço para novidades. A meu ver, qualquer tentação poderia ser facilmente evitada não tivessem sido criadas situações que provocassem isso mesmo. “Quem não procura não acha”, e a verdade é esta!!! Não me escondo atrás de mentiras ou omissões. Tenho muitos amigos do sexo oposto mas jamais me poderão acusar de proximidades exageradas, gosto de sair à noite mas porque ADORO dançar e não há outras intenções. E é assim a vida me carrega, sem segundas intenções.
A verdade é que acredito que, numa relação, devo ser fiel a quem está ao meu lado mas principalmente fiel a mim mesmo porque se digo amar alguém não terei espaço para mais ninguém.
Assim se me perguntares quais são os meus limites, poderia responder-te dizendo que qualquer acto omitido ou mentido, é traição. Ou que qualquer intenção não concretizada, é traição. Ou ainda que qualquer intenção concretizada, é traição ou, para finalizar, que qualquer não intenção concretizada, é traição. Mas prefiro definir os meus limites com a seguinte pergunta: Se fosse ao contrário, como te sentirias? Esta é a barreira dos meus limites.








