Fevereiro 15, 2007

Eu admito.....

Vontade não me faltou.
Se devia, até hoje ainda não tive o descontrolo necessário.
A mulher consegue ser um bicho insuportável!
Será que vejo no machismo uma certa razão de existir?
Só à chapada...
Sempre fui menina e muitas vezes nem frente fiz quanto mais pegar-me à pancada.
Aquelas " benecas" que até têm a mania de ir sempre pegar nos nossos exs. Aquelas que abrem a boca para espalhar boatos.Essas merecem uns avisos...
Certa noite estava muito bem a estudar para um exame e um ser conhecido liga-me : "Tás boa pah...?Ouve lá anda aí uma miúda a dizer que tu e a tua irmã vendem coca na casa da pedra!Que é por isso que têm dois carros iguais e fazem festas no fim de semana, onde é só malta a mandar riscos!"
PRONTO ...
Escusado será dizer que tive de descobrir sozinha a madame que tinha elaborado tal informação. Pelas razões mais óbvias, mas uma deveras importante: espalhar que eu vendia coca e em casa dos meus pais? A minha família metida ao barulho?
Fiz o exame e sai da Universidade para ir bater os cafés, pastelarias e bares do Estoril a Cascais. "O que tem de ser tem muita força e esta sacana vai me parar nas mãos"-pensei eu.
Meu dito , meu feito!
Descanso após jantar num bar com amigos e aparece-me uma menina , nervosa por se sentar à minha frente, e com uma cruz igual , mas igualzinha à do tal amigo que me tinha transmitido preciosa cusquice. 1+ 1 = ?
Passa tudo para o Deck e apanho a miúda a jeito e arrasto-a para a minha" temerosa e coquinada viatura". À parte da vontade inicial que tinha de lhe pregar uma bufetada e a final pena perante teimoso choro, foi a única vez que me peguei de frente com uma girl.
Sempre me comportei. Lamento não ter pegado umas certas cows na casa de banho do nuts ou do jezebel, em touradas, ou até certas jararácas familiares !!!

Fevereiro 06, 2007

I tend to run in circles, you say

Ok, é a minha vez.

Eu, das quatro, sou provavelmente a que mais histórias teria para contar sobre este tema. Feliz ou infelizmente, sou a que mais pensa com o coração e menos com a cabeça. Pior, acho que nem isso, eu pura e simplesmente, no que diz respeito a amores, não penso. Se fizessem um teste ao meu coeficiente emocional, acho que entrava directamente para a capa de uma qualquer revista temática actual, como a Visão ou a Focus, ou mesmo a Psicologia Actual. Já estou a ver o título: “Carrie: o exemplo raro de como as pessoas não aprendem”.
É isso mesmo: tenho 25 anos e acho que sei tanto como quando comecei a namorar, aos 17. Ou ainda mais atrás, aos 12 ou 13, quando dei o meu 1º beijinho. Não é um qualquer que me desperta a atenção, nada disso. Muito menos é qualquer “lance” que eu deixo que passe a história, dessas passiveis de terem dois lados (sim, porque eu aqui não vou falar dos “lances” nem das “curtes” nem dos “casos”, esses devem ser simples e descomplicados – e é por isso que eu fujo deles a 7 pés). Mas, quando isso acontece, eu parece que bloqueio mentalmente. Não sei se por ingenuidade, se por puro romantismo, ou talvez seja mesmo estupidez (há que admitir a hipótese, por muito que me custe), mas na minha cabeça as coisas são lineares: se há história, é porque está a ser sentida de igual forma para ambos os lados. Esta é a minha premissa de base, e é esta mesma que está absolutamente... errada.
Iniciemos então uma breve viagem ao mundo do pensamento da Carrie. Carrie conhece rapaz que desperta a atenção (ou vice-versa). Rapaz e Carrie começam a falar, trocam telefones, emails, etc. A “história” começa a rolar, rapaz e Carrie vão jantar, ao cineminha, começam de converseta todos os dias, sentimentos começam a surgir. Ah!, não esquecer que a Carrie só gosta de rapazes complicados, a tal história do desafio, que não deve ser mais do que imaturidade dela (bem, isto hoje é admitir tudo). Na cabeça da Carrie é tudo linear: se estão ali os dois é porque querem, porque vale a pena deixar andar. Se a conversa é boa, se os telefonemas contínuos surgem de ambos os lados, é porque há história. Dificuldades? Tornam a coisa mais interessante. Obstáculos? O que não nos derruba, torna-nos mais fortes. A linha de pensamento é só esta: coisas boas não se encontram todos os dias, portanto, é vivê-las ao máximo. Isto porque, para ela, as histórias não têm dois lados (meu deus, como é que ela pode ser tão ingénua??): há o lado A, que é construído pelos dois, em simultâneo. Se há dúvidas, fala-se. Se há questões, resolvem-se. Se alguém quer sair fora, ou estabelecer alguma regra, diz. Isto porque os jogos são maus e desgastantes, principalmente o do gato e do rato, o do “só-quero-quando-não-tenho” (não se esqueçam que estão dentro da cabeça de uma pessoa com o Q.E. de uma criança de 5 anos). As amigas, incansáveis nos seu papel de “acorda para a vida”, dizem vezes sem conta: protege-te. Ela ouve, até dá alguma razão, mas faz exactamente o contrário. Porque “há uma história, percebem? E é boa, faz-me sentir bem, porque não apostar?”.
Daqui podem surgir vários finais, uns mais felizes que outros. Realmente há homens assim, que não jogam, que não gostam de lados B. Há os que jogam deliberadamente. Há os que não sabem o que querem. Há os que se assustam. Há os que não dão valor. Há os que adoram a fórmula “pão pão queijo queijo” da Carrie. Acima de tudo, há histórias que valem a pena. E há as que foram (quase) uma perda de tempo.
Moral da história? Nenhum. Porque a Carrie não aprende. A próxima vai acontecer exactamente da mesma forma. Até que surge a tal, a que cresce e cresce e fica. Para a vida. Sem lado B.

Fevereiro 05, 2007

COMO ASSIM?!?!?!

GAME

Uma conversa entre amigas:
Maria: Conheci-o na quinta-feira na festa do Lux mas já o achava lindo, percebes? Entretanto, a Carlota não parava de falar com toda a gente e eu estava completamente agarrada! Ele deve ter reparado, e veio meter conversa comigo!
Teresa: A sério??? Mas, sobre o que é que falaram?
Maria: Olha falámos de tudo e de nada. A conversa parecia não ter fim... Sabes, quando o assunto parece não esgotar?! A noite passou e... acreditas que adormeci a pensar nele?!
Teresa: Mas e depois?? E depois?
Maria: Na sexta fui sair para o Jamaica e lá estava ele. Com os amigos. Mal me viu veio logo ter comigo. No fim da noite demos uns beijinhos, tomámos o pequeno-almoço juntos, e ele disse que me ligava no dia a seguir para irmos à praia passear. Ontem.
Teresa: E ligou? O que disse? Fizeram alguma coisa?
Maria: Não, não me ligou! Devo ter dado o número errado, é que às vezes ainda confundo o número com o meu antigo. São parecidos. Percebes?
Teresa: Mas, e agora? Vais desistir?
Maria: Não. Mas também não sei o que faça! Entretanto tentei ligar-lhe, e ele não atendeu. Deve ter adormecido...
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A mesma conversa entre amigos:
Bernardo: O que é que fizeram este fim de semana?
João: Epáh, não parámos! Fomos sair quinta, sexta e sábado.
Bernardo: A sério? E novidades? Safaram-se?
João: Eles estiveram calminhos. Mas eu... ‘Tive imparável!!! Conheci uma gaja na festa do Lux. Vi-a sozinha e resolvi: atacar!!
Bernardo: BEM, MEU PUTO!!!! És o rei. E safaste-te?
João: Epah, nesse dia não. A gaja tava com a mania que era difícil. Tive-lhe a dar paleio a noite inteira. Já inventava assunto e ela: N-A-D-A!!
Bernardo: Isso é fud$#”#$!!!
João: Epah... Não me safei com ela, mas safei-me com outra porca qualquer mal a outra virou costas...
Bernardo: AHAHAHAHA!!! És o pior...
João: Na sexta fomos p’ó Jamaica e tava lá a gaja outra vez, com umas amigas quaisquer. Já tava com uns copos, fui lá cheio de moral e “curtimos”.
Bernardo: Johny ma boy... Tu não perdoas. E como é que a gaja se chamava?
João: Epahh... Achas que eu me lembro???? Ela bem que me telefonou ontem. É impressionante: quando ‘tou com os copos dou o meu número de telefone a qualquer gaja que se mete comigo... DASSE!!!!
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Não pretendo, com este post, um discurso feminista. Admito que este tipo de situações podem acontecer se invertidos os papeis. Às vezes, nem interessa especular os motivos ou as razões porque muitas vezes nem os há!O que se passa é que por vezes não conseguimos interpretar sinais, outras vezes não conseguimos aceitar estágios de vida diferentes. Mas, no fim?! Devemos sempre protegermo-nos e não render à paixoneta fácil, que muitas vezes só nos faz sofrer e a longo-prazo... quando passarmos por muitas, a perda total ou parcial da nossa auto-estima. E eu pergunto? Será que vale a pena? Será que não poderiamos ter evitado?
(se tivessemos ouvido as nossas amigas??? CARRIE!!! SIM É PARA TI!!!)
Ps.- Desculpem a ausência.

Fevereiro 02, 2007

Its not easy having yourself a good time

Voltar é sempre bom... É bom ter saudades e recompensar...Gosto de poder oferecer-vos uma boa imagem e de partilhar não só a minha opinião, como também uma boa música. Hoje, ofereco-vos I can´t decide dos brilhantes Scissor Sisters e uma fotografia do meu spot preferido de Inverno, o Guincho, para acompanhar neste tema.
Vamos lá ver se isto faz sentido....
Por regra, hábito, natureza, o que quer que seja ....Não gosto do desiquilíbrio que um caso pode oferecer.
Aquelas histórias lindas que tudo começou por acaso..." Ah e tal não estava muito aí e de repente já não conseguia estar sem ele...." . Acontecem sempre aos outros e nunca a nós.
É óbvio que as coisas não têm de começar sempre com tudo decidido e que todos temos de passar por um processo de conhecimento mútuo. Mas com suficiente firmeza para se ter a noção que se caminha em direcção a uma relação mais feliz. Otherwise....poupem-me.
Perder tempo a interpretar porquê, quando, como ele fez aquilo....? Dá-nos volta à barriga, ocupa-nos tempo útil, ganhamos rugas, comemos demais....Tudo o que não queremos nem nesta, nem noutra idade.
Exemplificando : umas quantas beijocas durante uma semana....e outra sem dizer nada....para depois enviar uma mensagem muito especial....tipo: estou vivo!!! Ora, estás vivo? Curioso que eu também estou e fui pateta em ainda não me ter dado ao trabalho de gostar mais de mim e ter a indecência pessoal de te responder. Por outro lado, umas beijocas à sexta e ao sábado e a semana inteira sem dizer nada....Sexta outra vez : olá querida estou aqui e vim raptar-te.!!Ora bolas, que sou fraca e vou ....Para mais uma semana sem dizer nada.
O que funciona mal aqui ? É o facto de lhe dizermos até sexta-feira ou é porque ele não quer mesmo dizer nada?
Fico-me pela tese de que eles quando querem dizem sempre. There´s no harm on playing hard to get meninas!
A meu ver estas situações dão-se sempre quando não sabemos bem o que queremos da vida. Sempre é mais fácil quando duas pessoas estão numa de encontrar um respectivo e ter namorado.Caso contrário , estes lances de interpretar o que o menino quis dizer naquela tarde, naquela ida ao cinema, naquela vez que te mandou uma mensagem, ou quando falou de namorados, e por aí em diante....Podem prolongar-se por meses! Mas a vida continua ali ao teu lado e que fazes tu a prender-te a um homem que não te dá o valor devido? Nem tu aliás dás de ti porque não te vais entregar para não te magoares...Jogos desesperantes.
Venha a frontalidade e os dois lados da história.A vida é só uma!

Fevereiro 01, 2007

Not enough...

Discoteca Loft, Verão, copos, amigos, calor, enfim, uma noite que, como muitas outras, prometia… Estávamos divertidas, a música era boa, a companhia também, de repente salta alguém à vista, alguém desconhecido, mas que chama a atenção, troca de olhares, troca de sorrisos, aproxima-se, dançamos uma música, dançamos outra, bebemos um copo, continuamos a dançar, surge o beijo, mais um, continuamos a dançar… Pede-me o número de telemóvel, não tinha onde escrever, queria que ficasse eu com o dele, não faço isso, queres o meu, faz por isso… aparece com uma caneta e escreve o número na mão, será que liga? (Next day) Não há noticias durante o dia, sem stress, lembro-me que não fiquei agarrada ao telemóvel, até que toca, uma mensagem, dele mesmo, o Bob! Combinamos um café, um jantar, um almoço, uma tarde juntos, uma ida à praia, outro jantar, uma saída à noite, mais praia, enfim, tudo parecia bem, até ao dia em que, sem ter dado por isso, ele diz-me que não temos nada a ver um com o outro, que não faz sentido estarmos juntos e que o melhor era acabar! Como assim? Onde é que eu me perdi? Não sou do género de implorar nada e se é para acabar, tudo bem, só peço uma explicação, uma razão… Mas neste caso, não havia! Ainda que tenha sido só um mês, que é pouco e passou rápido, houve sentimentos, houve momentos, leves ou não aconteceram, tudo acaba sem que se dê por nada, sem que haja uma razão… Podes dizer: deixei de gostar de ti, gosto de outra pessoa, agora nada?!?!? Grrrr… é muito enervante…! Contudo, há uma pergunta que me vem vezes sem conta à cabeça, será que a “culpa” não é nossa? Afinal fomos nós que deixamos as coisas acontecer, mas não soubemos ser mais exigentes! Quando digo exigente falo na facilidade com que as pessoas se envolvem hoje, parece que basta haver química, uma troca de olhares e pronto, está feita a massa! Mas uma pessoa que se queira para a vida tem que ser muito mais do que isso, mais, tem que se conhecer bem… Ora, se nos envolvemos com pessoas que não nos dizem nada, mas porque é amigo de amigos, de alguém que conhecemos ontem, perfeito, é alguém que conhecemos… Não será arriscado demais? (Atenção, note-se que não estou a falar de casos de uma noite, mas antes de algo que por vezes consideramos que possa vir a ser o princípio de um relacionamento…) Não foi a primeira vez que me fizeram isto, espero que tenha sido a última, ainda assim, exactamente por ter sido mais que uma, caí no mesmo erro… mas erro de quem? Meu ou deles?