Os mais atentos poderão, rapidamente, identificar-me como uma pessoa ciumenta. Foram várias as referências que me denunciaram. Reconheço-me o título. Reconheço-me insegura. E reconheço-me incapaz de distinguir uma simples conversa de uma jogo de engate.
Ainda assim, acho que, no que toca à separação do que é aceitável ou não, sou bastante ponderada. Como disse num post qualquer, acredito em limites e principalmente acredito, que estes devem ficar estabelecidos desde cedo, só assim, poderá resultar uma relação. São duras as minhas limitações, mas o ónus da decisão, entre aceitar ou não, fica com a pessoa supostamente interessada. Não cedo. Já não cedo. Não quero mesmo ceder. Nunca mais.
Falarei de mim, porque me peso na mesma balança. Na minha vida não existem circunstâncias dúbias, procuro clarificar todos os contextos que levantem inseguranças.
Não há espaço para novidades. A meu ver, qualquer tentação poderia ser facilmente evitada não tivessem sido criadas situações que provocassem isso mesmo. “Quem não procura não acha”, e a verdade é esta!!! Não me escondo atrás de mentiras ou omissões. Tenho muitos amigos do sexo oposto mas jamais me poderão acusar de proximidades exageradas, gosto de sair à noite mas porque ADORO dançar e não há outras intenções. E é assim a vida me carrega, sem segundas intenções.
A verdade é que acredito que, numa relação, devo ser fiel a quem está ao meu lado mas principalmente fiel a mim mesmo porque se digo amar alguém não terei espaço para mais ninguém.
Assim se me perguntares quais são os meus limites, poderia responder-te dizendo que qualquer acto omitido ou mentido, é traição. Ou que qualquer intenção não concretizada, é traição. Ou ainda que qualquer intenção concretizada, é traição ou, para finalizar, que qualquer não intenção concretizada, é traição. Mas prefiro definir os meus limites com a seguinte pergunta: Se fosse ao contrário, como te sentirias? Esta é a barreira dos meus limites.




14 Comments:
Essa é a frase chave, essa pergunta faz cair as pessoas nelas mesmo, nem é preciso dizer mais nada.
Se há traição é porque o amor não é assim tão grande, e assim sendo não vale a pena...
Concordo plenamente com a ideologia de nos pormos no lugar do outro.
Já os avós nos diziam "não faças aos outros..."
Isso falha rapidamente se os limites dos outros forem menores do que os teus. Às tantas estás a cair em tentações que jamais te permitirias a ti mesma. Mesmo que ele ache que está tudo bem tu achas que o estás a trair.
A resposta seria limitar a relação pelo limite mais alto. Não fazes nada que consederes traição, ele não faz nada que tu consideres traição.
Isto falha porque as pessoas estão sempre a mudar e o que não é traição hoje já é amanhã.
A minha solução actual é confiar que ele não me vai magoar e não pensar mais no assunto. Se algum dia ele me magoar logo analisarei a questão. Quem sabe se os meus limites não mudarão até lá?
Já em petiz me diziam, a tua liberdade acaba quando começa a dos q te rodeiam. A liberdade de expressão, de acção, etc. A minha acaba qd vejo q posso ferir certas e determinadas pessoas.
Mas, sendo advogado do Diabo, imaginemos q se namora, mas assim do nada encontras alguém q realmente amas. Imediatamente e sem dares por isso começa um jogo de sedução. Claro q antes de alguma coisa acontecer, terminas o namoro, mas já não traíste em pensamento?
Ceder ????
Nunca digas nunca. È quando cais mais depressa.
E a pergunta final. Já a puseste a ti mesma ???? Lembras-te qd ????
Pinkie
É exactamente assim que eu penso: Se há espaço para a traição é porque a grandeza desse amor não era completa. :)
Nice to see you ;)
Daniela
Welcome Daniela!
Elora
A meu ver, quando estás numa relação, à partida e consequentemente ficam estabelecidas alguns limites. Perdes a vida de solteiro, como a conhecias, mas ganhas uma nova de partilha, amizade, amor, etc.
Esses limites, não são assimilados como tal, simplesmente acontecem. Como tal, é normal que surjam diferenças entre “aceitável ou não”, mas daí advêm a beleza das relações, é que tu acabas por te adaptar e chegar a um meio termo que é aceite pelos dois. E vivem seguros e bem com isso...
Se eu for fiel aos meus princípios, se eu for fiel àquilo que acredito, se eu for fiel à pessoa que amo, jamais cairei em tentações não permitidas.
Para concluir gostava de te dizer que traição, para mim, é sempre traição. Ontem, hoje e amanha. O conceito da palavra, e a assimilação da mesma, não se altera porque se cresce, ou porque se muda. Podemos ceder às circunstâncias de uma determinada situação, mas por ceder não quer dizer que o meu conceito tenha sido alterado...
Welcome,
Dragon
Solerinho,
Obrigada por trazeres “à mesa” uma bela discussão.
Se namoras, e amas essa pessoa com quem namoras, não terás espaço para uma terceira parte. Mas porque a vida é traiçoeira, poderá entregar-te alguém que com o tempo descobres amar verdadeiramente e acima de qualquer outra. Mas com tempo, é preciso tempo, os sentimentos não são imediatos. E é nesse intervalo, que é curto, que deves ser forte e enfrentar tudo e todos, e esclareceres-te primeiro a ti, e depois à pessoa que está ao teu lado. Não serás infiel se tiveres uma conduta respeitável e verdadeira...
Não concordas?
Beijinhos,
Dragon
Nodoubt
“Não cedo. Já não cedo. Não quero mesmo ceder. Nunca mais.”
Se calhar o português não foi esclarecedor, se calhar não o percebeste, se calhar não me fiz entender ou se calhar não leste com atenção e não percebeste a contextualização.
Se já me leste noutras textos, saberás que eu, de todas, sou a que tenho mais pavor da palavra “nunca”, exactamente porque já “cai”...e depressa! Serviu-me para crescer. Serviu para aprender a não utilizar recorrentemente.
Quando escrevo “Não cedo. Já não cedo. Não quero mesmo ceder. Nunca mais.”, gostava que lesse: “Não cedo, porque tenho medo. Já não cedo, porque já cedi. Não quero mesmo ceder, porque eventualmente cederei. Nunca mais, por favor.”
Achei MESMO que ficaria subentendido, mas pelos vistos enganei-me.
Quanto à pergunta final. Se já a pus a mim mesma?! A resposta é: TODOS OS DIAS! Poderia dar-te mil exemplos, de pormenores diários. Desde a quantidade de mensagens que deixo de responder, ou telefonemas que deixei de atender, por conhecer-lhes a índole, ou as recusas que dou... TODOS OS DIAS, espero que, para ti, isto seja esclarecedor. Normalmente, não peço nada aos outros que não possa dar de volta, não seria justo!
Assim estás a crescer...
Keep going...Keep trying.
Luv you !!!
Não concordo Dragonfly:
Acho que o conceito de traição varia de acordo com o que está em causa. Acho que a parada vai subindo à medida que o tempo passa e que vais construíndo um projecto comum. A relação vai-se aprofundando e intensificando. De repente há tanta coisa em causa que "correr com ele" já é muito complicado. E, se de início até o mandavas dar uma volta se o apanhasses a masturbar-se à pala da vizinha do lado ao fim de alguns anos tentas discutir o assunto e levá-lo a desistir do hobbie antes de lhe pores os patins. Ao fim de mais uns anos já só discutes e nem lhe pões os patins. Mais alguns e limitas-te a lembrar-lhe que limpe tudo no fim.
Não é que já não te importes ou já não gostes dele. Sabes que ele está contigo este tempo todo porque te ama incondicionalmente. Sabes que quando estão juntos ele não pensa em mais ninguém. Sabes que podes contar com ele sempre. Sabes que se piscares os olhos em já nem se lembra do nome da vizinha. Sabes que se sorrires ele já nem se lembra do próprio nome. Queres lá saber o que lhe vai na mente quando vai à casa de banho, sabes que ele é teu.
Por outro lado, embora seja mais complicado ele trair-te se o fizer dói muito mas muito mais. se trair trai mais do que a ti. Trai um projecto em construção, trai uma família, trai a vida. É quase como um assassinato. Destrói-vos aos dois.
elora.. peço desculpa m nao concordo,
"De repente há tanta coisa em causa que "correr com ele" já é muito complicado. E, se de início até o mandavas dar uma volta se o apanhasses a masturbar-se à pala da vizinha do lado ao fim de alguns anos tentas discutir o assunto e levá-lo a desistir do hobbie antes de lhe pores os patins."
a meu ver complicado é ficar com alguem so porque ja aconteceu tanta coisa... e darmos valor a nos proprias? isso que tu descreves a meu ver, é acomodar à situação.. e isso nao traz felicidade.. apenas uma estabilidade aparente que no fim nos torna amarguradas. o futuro ngm muda, as coisas boas guardam se na memoria, e so nos mesmas pudemos fazer qq coisa pela nossa felicidade. a menos que seja uma coisa que eu fizesse a pessoa que ta comigo, lamento mas ja nao faço intensoes de ceder... ja enoli muitos sapos, que nao me fizeram feliz no momento de pesar a balança.. mas isto e so a minha opiniao.. vale o que vale!
A traição é traição, é enganar o outro, é não ser fiel à confiança que o outro depositou em nós, a confiança de que se é amado. Agora, há uma coisa chamada feromonas e química, isso não se controla, mas daí a passar ao acto vai um passo gigante! alguns de nós escolhem a via mais imediata, mais irracional e deixam se levar pela tal química, pessoalmente considero-os uns fracos, sem capacidade empática. Outros são mais construtivos e acima de tudo respeitam o que construíram com o outro,amor verdadeiro é um compromiso a dois, nao surge do nada nem de repente, requer algum esforço e cedência...mas no fim, o que importa realmente é termos momentos felizes e isso já parte de cada um, da forma como vemos a vida e as relações...
Este tema da pano pra mangas...ficava uma tarde a falar dele.
Gosto muito do vosso blog, cheguei aqui a partir do blog "espelhofosco" do meu amigo Vasco
Enviar um comentário
<< Home