Outubro 30, 2006

U're getting on my nerves.... again!

Antes de mais, tenho de explicar que o texto que se segue não tem qualquer intenção de ser profundo. Não, não vou falar da guerra nem da fome nem das grandes maleitas que ensombram o nosso planeta (que frase bonita!). Pediram-me ódios de estimação, é o que vão ter. Aquelas coisas e/ou pessoas que me irritam profundamente, que me tiram do sério, que me dão comichão. Numa palavra, que me “encanitam” (obrigado M.A. por este verbo, só tu é que te podias lembrar de tal palavra). E, assim sendo, só podia ir em forma de lista...

1. Os números privados. Porque detesto atendê-los, mas como sou (tão) curiosa, não consigo deixar de o fazer. E 90% das vezes acaba por se confirmar que não devia ter atendido.

2. Favas. Só o cheiro... bleagh. E iscas. É que é tudo mau, a consistência, o cheiro, o sabor...

3. A Puca. Haverá boneca mais irritante e pirosa?

4. Paulo Coelho. Filosofia de pacote de leite. Mas quem é que ainda se deixa enganar?? E neste ponto incluo todos aqueles que põem Paulo Coelho e os seus livros como favorite books no Hi5 (quase tão mau como por o Código Da Vinci...)

5. As manas Esteves Cardoso (uma mais que outra). Por inúmeras razões que não vou aqui expor. (qualquer comentário em relaçao a este ponto não será aceite neste blog, nem vale a pena tentarem :p)

6. Os Fingertips. E os Keane. Não percebo como é que há quem goste, a sério. Ah!, e a nova música do André Sardet, aquela do feitiço, que parece que está a dar em TODO o lado ao mesmo tempo. BORING. Ah!, e a música da Rhianna, murderer... Hã??? Como assim és uma assasina porque lhe pões os palitos???

7. O João Soares. Não sei explicar porquê, mas abomino-o. É uma questão interna, sem resolução possível.

8. O Jim Carrey. Dá-me uns nervos!!!

9. Um certo actor de telenovelas portuguesas, que não vou mencionar o nome mas que toda a gente sabe quem é, loiro, novinho, betinho. É de-tes-tá-vel.

10. Gente incompetente. E empregados antipáticos. Trabalhei muitos anos numa loja e nunca fui antipática para ninguem, nem quando estava tudo mal na minha vida.

11. Davidoff, o perfume. Cheira mal, enjoa, esteve na moda há 10 anos atrás. Homens de Portugal, por favor, mudem de perfume.

12. Secadores de cabelo. Não consigo, nem no pico do Inverno. Ah!, e cabeleireiros que não entendem o significado de “cortar só as pontas”.

13. Massagens. E cafunés e afins. Odeio que me façam, e adoro fazer.

14. Melgas, mosquitos e afins a zumbirem-me ao ouvido à noite. Não consigo dormir até os matar a todos.

15. Homens indecisos. E confusos.

16. Levantar-me de manhã com o meu bom feitio natural (ahhahhahh), chegar ao frigorifico e alguem ter acabado o leite fresco e não ter posto lá um pacote novo... É assim tão dificil? Será o caminho para a dispensa assim tão longo??? Que ódio!

17. Pessoas que insistem em andar na faixa da esquerda. Mas porquê?? Claramente não tiveram o meu instrutor de condução, que era mau como as cobras, mas que me ensinou bem, lá isso ensinou.

18. O barulho de dedos a estalar. Pior, aquelas pessoas que sabem que eu detesto e constantemente se esquecem.... é só esperar um boadinho, eu eventualente terei de ir à casa de banho, ou embora, e aí, estalar é o verbo!

19. Atrasos. Odeio que me deixem à espera. E odeio ter de ir a correr para todo o lado.

20. Pessoas que falam alto no cinema e/ou teatro. Vá lá, vão para o café!

PS: e fico por aqui, não vá a lista tornar-se longa demais ( e eu que quando comecei, achei que tinha 2 ou 3...).

Outubro 26, 2006

Não cuspas para o ar...

Já falei algumas vezes de Cruela de Vil, e correndo o risco de ser repetitiva justifico que foram quase 5 anos, e a maior parte da minha vida activa de namoro.
Eu acredito em limites, não acredito em zonas cinzentas, existe o preto e o branco e acredito que estas cores devem ficar definidas desde o primeiro dia em que nos “atiramos” para uma relação. E que uma traição deve ser chamada disso mesmo quando esse limite é ultrapassado, seja sobre que circunstância for.
Começo por traçar uma linha. Esta linha divide o meu limite. Acontece que nem sempre este limite é estabelecido sobre os mesmos parâmetros, e o que vale para um nem sempre vale para o outro, eu explico:
Até aos 18 anos, tinha tido duas relações sérias, uma de um ano e meio e outra de 6 meses. A primeira acabou porque tinha de acabar, e na beleza dos 17 acontenceu a segunda que acabou porque me mentiram. Uma mentira pequena e sem importância, na verdade até foi uma “omissão” mas, a linha estava estabelecida e apesar de gostar muito dele... Acabei porque em paralelo acredito que quem faz uma vez, faz muito mais... Convicta dizia, a quem me quisesse ouvir, que era dura e implacável mas que assim me protegia do que acabou por me cair em cima...
Com 18, apareceu Cruela de Vil, um rapaz meigo, inteligente, bonito e com quase todas as características das que considero de um príncipe encatado. Depois de 3 meses maravilhosos com alguns indícios do que veio a proceder, eu andava nas nuvens. Não interessando entrar em detalhes, desculpei uma, duas, três... ONZE vezes que aconteceu, e com a verdade me enfeitiçou, porque eu pensava: “Ao menos contou-me...”, mas ONZE VEZES???!!!! Shame on me!!!!!! Só agora vejo isto com clareza hoje em dia, na altura escondia, não contava com medo de reprovações, e desculpava-o na minha cabeça porque ele fazia-me acreditar que a culpada era sempre eu, e eu acreditei... (Acreditam que sinto mal por admitir isto??) Ninguém pode imaginar a luta interior que passei até conseguir soltar-me definitivamente desta pessoa, houve períodos em que duvidei da minha estabilidade mental, achei-me estúpida, achei-me fraca, achei-me burra, achei-me uma merda, um nojo! Agora, passados uns anos, admito com tristeza que cuspi no ar e que tudo me caiu em cima... Gostava, daqui para a frente, continuar o meu processo de reconstrucção interior e não voltar a sentir o que já senti. Sei que também depende de mim incentivar uma relação, para que as tentações sejam mais fáceis de negar e ultrapassar. Se vou admitir outra traição depois de traçados os limites? Espero não voltar a ter que responder a esta pergunta mas quero acreditar que não! É tudo o que posso dizer...
DT: LIVRA-TE!!!!!!! :)

Outubro 23, 2006

Repete lá onde estiveste ontem a noite porque ainda não consegui perceber...?

Se um dia descobrires que a pessoa que mais amas te traiu, não penses em atirar-te de uma ponte abaixo.O que tu tens são cornos e não umas asas. - obrigada b.me

Outubro 18, 2006

Two's company... three's a crowd!

Agora aqui está um tema que eu não sei mesmo o que escrever. Sim, eu, Carrie, que tenho sempre uma opinião, sempre uma resposta debaixo da lingua, a maior "pespineta" de sempre, admito: não sei o que escrever. Que eu saiba, nunca fui traída. Riam-se à vontade, chamem-me ingénua, mas é o que eu sei: à partida afirmo com alguma segurança que nunca fui traída. Santa ignorância, dirão alguns, que sorte, pensarão outros. A verdade é que eu prefiro assim. Vivo feliz e contente a achar que nunca fui traída, que os meus ex-namorados gostaram de mim e respeitaram-me ao ponto de não me pôr um par de palitos. Perante isto, o que fazer? Não me vou por a falar de traições de amigos. Essas são provavelmente as que mais nos magoam, e dessas já tive algumas. Mas sobre isso já a minha querida axgan falou (e tão bem!).
As minhas pesquisas na net levaram-ma a sites de conteúdos duvidosos, e que ensinam coisas surreais como "trair sem deixar pistas" ou "como salvar o casamento com uma traição". E eu pergunto: hã? Mais pérolas de sabedoria que a internet me deu: estudos indicam que o homem perdoa com maior facilidade uma traição que a mulher. E que numa grande maioria dos casais já houve infidelidade. Sob pena de me tornar repetitiva, pergunto: hã??
Volto ao princípio, fico com pouco para dizer. Porque aprendi com os anos, hoje dou-me ao luxo de ser radical: acho imperdoável uma traição. É uma falta de respeito total, e só mostra que o traidor não só não gosta do traído, como provavelmente tem qualquer coisa mal resolvida com ele mesmo. A carne em geral é fraca, mas é contra essas fraquezas que se deve lutar, e nem é dificil quando se gosta a sério. Sim, a eterna romântica a falar, eu sei. Só espero continuar a pensar assim depois de 30 anos de casamento.
P.S.: Pedro Correia, nem vou comentar o que escreveste. És o pior. Essas teorias são r-i-d-í-c-u-l-a-s.

Outubro 15, 2006

If you want to betray me, don't!

Até hoje, nunca passei por uma traição, tenho a sorte de poder dizê-lo! Isto, relativamente a namorados, porque o mesmo não se passa com as amizades!
Pudim, minha amiga desde os 9 anos, sempre tivemos uma amizade inocente, digna de uma idade como esta, até começarem a entrar nas nossas vidas os meninos… lembro que ia sempre um passo mais à frente do que eu… falávamos sobre o primeiro beijo, a primeira vez que curtimos, enfim, coisas típicas de raparigas adolescentes, com a mania que eram óptimas! Nunca lhe escondi nada, já o contrário não posso dizer, não ponho as mãos no fogo por Pudim…
Bem, continuando, já com 17 anos, um bocado mais crescidas, e, por isso, mais conscientes, Axgan conhece o Pintor, um rapaz, que estudava nas Belas-Artes, pintura, e por quem estava realmente interessada, direi mesmo, apaixonada… Era 3 anos mais velho, estava já no 4º ano de faculdade, quando entrei para o 1º… Tomávamos café dia sim, dia não, quando resolvo apresentá-lo a Pudim…! Lembro-me que acabei, sozinha dentro do carro dele, a ver os dois a falarem alegremente…
Pudim, escondeu-me, durante alguns dias, as mensagens que estavam a trocar, só consegui vê-las, quando já não suportava mais e, obriguei-a a falar…! Durante meses não nos falámos, e, sendo que era uma amiga de infância, perdoei, e a nossa amizade tentou recomeçar, no entanto, a confiança não era, nem nunca mais voltou a ser a mesma, e, mais uma vez, voltou a fazer o mesmo…!
Não quis mais aproximar-me, mas dois anos mais tarde, e a morte de uma pessoa que nos era muito querida, fez-nos aproximar outra vez… Hoje em dia, estarei para sempre ligada a ela, pois a sua descendência está-me ligada…!

Outubro 11, 2006

Ciúmes vs segurança

Nunca fui uma rapariga muito ciumenta, posso mesmo dizer que é preciso acontecer alguma coisa muito grave para que fique com os cabelos em pé…
Das relações sérias que tive até hoje, em nenhuma delas tive razões para ficar furibunda com comportamentos de terceiros, ou mesmo deles…!
Um dos meus namorados, o Funky, falava sempre com um sorriso enorme na cara e entregava sempre um profundo abraço a todos os amigos e amigas. Ao principio estranhava tanta felicidade, mas com o passar dos tempos, aprendi que ele era uma pessoa diferente, que dava tudo o que tinha e não tinha, e quando gostava das pessoas, fazia por mostrar isso mesmo… daí que me tenha habituado… principalmente quando começou a trabalhar num bar a noite, onde as bocas e olhares eram sempre uma ameça!
Os meus namorados (quando digo todos falo apenas de 2) sempre me respeitaram, e antes de uma relação séria, houve tempo para nos conhecermos, e sempre senti segurança e confiança em relação ao que sentiam por mim… Os anos passaram e sou grande amiga do Funky, é uma pessoa muito querida para mim, porque com ele aprendi muitas coisas, e, posso mesmo dizer, que parte do que sou hoje foram coisas que ele me ensinou…
Considero que ciúmes q.b. não fazem mal nenhum numa relação, as vezes pelo contrario… mas com nenhum deles, qualquer ciúme que tenha tentado fazer, não deu resultado, dai, não me ter preocupado!!!
Mais uma vez vou dar como exemplo um casal que, para mim é perfeito, os meus pais… a minha mãe, é muito ciumenta, se vê o meu pai a falar com uma loiraça, fica logo de cabelos em pé… ele costuma dizer, a brincar, que as filhas são as únicas mulheres que se podem sentar ao colo dele, a quem pode dar beijinhos no pescoço… sem haver ciúmes… vá-se lá saber porquê?!?!?

Outubro 10, 2006

If your playing me keep it on the low!

Paz, eu quero paz.Já me cansei de ser a última a saber de ti, se todo mundo sabe quem te faz chegar mais tarde.Eu já cansei de imaginar você com ela.Diz pra mim se vale a pena amor.. A gente ria tanto desses nossos desencontros,mas você passou do ponto e agora eu já não sei mais!Eu quero paz.Quero dançar com outro para variar amor...

Tenho um ódio profundo ao ciúme.Por tudo o que o rodeia. Porque já o senti verdadeiramente.Porque não era Eu.

Outubro 03, 2006

Tás a olhar p'ó quê?

Eu bem que me podia por aqui a negar, não não sou nada ciumenta, que disparate, sou super calma e confiante... Not. Eu sou ciumenta. Sou ciumenta com os meus amigos, com os meus irmãos, sou ciumenta com os meus casos ou namorados. A questão é que 50% das vezes (ia dizer 90%, ahhahhahh, desculpem!) consigo, mais ou menos... esconder. Esconder que por dentro estou verde de cíumes, a ter pensamentos inconfessáveis que envolvem armas de tortura e bonecas de voodoo. E garanto que só me dou ao trabalho de esconder porque o que tenho de ciumenta tenho de orgulhosa, e custa-me mostrar que não tenho aquilo tudo controlado, prefiro mostrar que sei que sou fantástica e que "ela" nunca iria sequer conseguir um olhar d'"ele" enquanto eu existir.
E é escusado virem-me dizer que o ciúme só mostra falta de confiança em mim mesma e nos outros, que é infantil e sinal de imaturidade... Nada disso me interessa naquele momento em que está uma menina que eu não conheço de lado nenhum a fazer a maior festa ao MEU suposto namorado. Grrrrrr....
Quando era mais nova, e (ainda) mais impulsiva, já fiz cenas de ciúmes incríveis, equiparáveis a uma Glenn Close no Atração Fatal, mas sem coelhos em panelas. Admito: já peguei no carro a meio da noite para confirmar que X estava mesmo em casa, ou melhor, que não estava onde eu achava que estava... Mais: já espiei o telemóvel enquanto Y estava no banho. Pior? Já passei horas a tentar descobrir a resposta à pergunta de segurança, para entrar no mail de Z. Não chega?? Pronto, está bem, eu confesso: já liguei para um certo número que andava a ligar a W, a fazer-me passar pela menina da Vodafone a fazer um questionário para um passatempo, só para poder sacar o nome e a morada... E consegui, mas quem é que estava do outro lado? O chefe dele. Que vergonha...
Note-se que isto são tudo consequências de um namoro complicado, que me levou a ser uma pessoa deveras desconfiada... Agora, mais crescida, tento ser um bocadinho mais equilibrada. Já não temos 15 anos, se é para namorar é porque gosto, e (espero eu) porque gostam de mim, o que invalida à partida cíumes exagerados. Se calhar vivo num mundo côr de rosa, mas prefiro assim. Não deixei de ser ciumenta... Sou menos. Mas uma coisa é certa: não há nada melhor do que fazer as pazes depois de uma birrinha de cíumes!

Outubro 02, 2006

Nunca fui ciumenta! Só apartir dos 14 anos!

A verdade é que até ao meu segundo namorado, eu era do mais “legalize” que existe e, inclusive, insistia pela construção de um espaço individual desde que este não interferisse com o respeito mutuo. Aos 17 anos, com o meu terceiro namoro, tudo mudou.
.
Dragon:“Então?! divertiste-te ontem à noite???”
Cruela*: “Sim...ZzZzZzZzZ....” (adormeceu, comigo ao telefone?!Como assim?! Fiquei furiosa, desliguei!)
- Passadas 1 ou 2 horas telefona-me,e ao fim de 4/5 chamadas não atendidas, resolvi atender –
Cruela*: Bom dia, meu amor!
Dragon: “ 5 chamadas não deu para perceber que não me apetece falar contigo?!”
Cruela*: “Porque? ‘Tás chateada??!!!!”
Dragon: “Tu sabes muito bem o que fizeste!” (tinha adormecido ao telefone!)
Cruela*: “Pronto!! Já te contaram! O que é que te contaram? ”
Dragon: (já me contaram??? Como assim?? Contaram o que? Quem???) “Já, já me contaram! Como é que é? Vou ouvir da tua boca, ou preferes que eu saiba apenas o que me contaram?? "(Vá... desbronca-te lá, ó cabr”#$$!!!!)
Cruela*: "Calma... Eu explico...Foi ela, eu bem que afastava, mas ela insistia... Acabámos em minha casa..."
.
E foi assim que tudo começou. Não interessando especificar mais razões, resumo dizendo que a vida fez-me ciumenta e insegura, porque é dela que advém os sentimentos de posse obsessiva que originam os ciumes.
Os ciúmes são viciantes e são raras as pessoas que os conseguem controlar. Eu nunca... e se eu tentei e tentei e tentei.
Aos 22 anos com ajuda de quem, profissionalmente sabe, consegui soltar-me de um relação que me consumiu durante quase 5 anos. Depois de tantas traições a minha auto-estima valia zero, achei mesmo que NUNCA mais ninguém gostaria de mim, porque valia tão pouco. Hoje, aos 25, gosto de pensar, que pelo menos, consigo controlar a vontade de ciúmes exagerados, e ficar-me pelos “ciuminhos queridos”, que proporcionam umas “pazes fantásticas”, até porque não quero comprometer aquilo que tenho, que é optimo e saudável!
.
*Cruela de Vil = nome escolhido pelo próprio! :D