Setembro 21, 2006

Ao meu anjinho do ceú:

Olá! Estou-lhe a escrever, porque tem sido interessante a maneira como não temos falado, como já não me envia mensagens a meio da noite a comunicar que salvámos mais uma vida , como já nao lhe confesso os meus pecados mais infantis. Estou-lhe a escrever porque me esconderam a sua partida.Demoraram um mês para me contar e eu revoltada sem perceber porque é que não me dizia nada....Mas, escrevo-lhe principalmente para que venha até aqui, a este mundo da internet, ver o que se tem escrito... Que saudades da sua bondade...Que tristeza não conseguir ser sua seguidora...Estive na sede mal soube que tinha partido para confirmar que estava tudo bem. As irmãs cáritas têm tentado seguir o seu caminho ...Que tonteira a minha. Está aí e eu tenho a certeza que viu o que eu fiz e tem nos acompanhado. Eles não sabem o que fez. Não sabem das 482 vidas que salvou e trouxe ao mundo. Não sabem das mães que acolheu, deu casa, roupa, trabalho. Não sabem das avós que ajudou. Não sabem da roupa, fraldas, comida, cadernos, dinheiro que conseguiu angariar e espalhar por este Portugal. Não sabem das muitas mães que conhecemos em sofrimento por terem abortado e acolhemos para as acompanhar.Não sabem das famílias que juntámos.Não sabem do nosso querido médico americano que fez campanha nos anos 70 para aprovação da lei a favor do aborto; o nosso querido médico americano que fez mais de 40 mil abortos até decidir estudar a vida dos fetos; não sabem do nosso querido médico americano que decidiu que o dinheiro que tinha ganho com os abortos devia ser aproveitado a tentar salvar outros fetos e dar-lhes condições para viverem. Agora, o que eu não tenho tido coragem para lhe contar...É que ao ler estas opiniões sou uma fraca. Não tenho energias para os convencer...Vêm aí novo referendo e eu prometi-lhe que ia lutar para provar às pessoas a beleza infinita que é salvar um bébé e ainda uma maior que é oferecer condições para que essa criança viva bem...Eles não conhecem o lado bom da realidade...E eu? Eu sou mesmo uma fraca. Se eles soubessem que : "S.O.S.-Vida, sediado em Boliqueime que acolhia grávidas de todo o país, dava ajuda médica e psicológica, adopções, etc., com voluntários e recurso a donativos. Salvou, em 6 anos, 400 bebés.Compete ao Estado apoiar efectivamente as grávidas aflitas e os seus bebés em gestação, em vez de retirar da lei a sua indispensável função dissuasora e pedagógica.Compete ao Poder Judicial compreender também que a invisibilidade do ser agredido, aliada à falta de conhecimentos biológicos da mãe, pode conduzir esta, muitas vezes, a desconhecer toda a gravidade do acto de abortar." Se eles fossem ver: o documentário científico “No Ventre Materno” (Março 2005) emitido por “National Geographic Society”, “O Corpo Humano” de Dr. Sabbagh e Prof. Barnard“Embriologia Básica” de Prof. Keith L. Moore. Se eles fossem para a rua tentar fazer alguma coisa.....Como evitar que mulheres de médicos telefonassem em pânico porque os maridos eram os primeiros a querer o aborto só porque não tinham tempo para mais filhos; ou as meninas tão queridas e tão sem condições que combinavam encontros em Évora quando eram de Beja para ninguém as apanhar connosco; gostava de os ver a entrar numa casa sem tecto, com um pai violento, uma mãe desempregada a gritarem consigo porque nem pensar que "dava jêto serem avós agora" ...E nove meses mais tarde, a chorarem porque já tinham tecto, trabalho e uma criança rechonchuda aquecida com as roupas que oferecemos. Se eles soubessem que era Padre....nunca teríamos salvo as vidas que salvámos. Nunca um adeus entre nós. Um sempre até já....Já lhe mando uma mensagem, não pelo telemóvel, mas de mim para si ,mais directamente que nunca. Fica 20-09-2006 23:36- Hoje, peço-lhe para que me dê a força que deixei de ter ....que me ajude a dar a conhecer a vida às pessoas. Boa noite.

A minha não opção!

Feto com 8 semanas.Ligar a vida e felicidade futura de uma criança por nascer ao presente difícil dos pais é condenar todas as crianças ao não nascimento! Se o aborto é um método para evitar que surjam crianças num ambiente familiar economicamente degradante, devemos concluir que só poderá engravidar quem pode… Ninguém se julgue presciente, julgando poder saber a qualidade do futuro pela mera constatação do presente.
Lembro quando há uns anos atrás estava no Rossio, a distribuir flyers a favor do “não” ao aborto, e uma jornalista vem ter comigo, pede a minha opinião, e uma senhora, que apareceu do nada, dá-me um empurrão e diz: “Esta criança não percebe nada, perguntem a quem sabe!”, fiquei tão furiosa que respondi: “A partir do momento que posso ter filhos, este assunto também me atinge, além disso, a senhora com a idade que tem não pode engravidar, pelo que, este tema tem mais a ver comigo, do que consigo!”, olhou, virou as costas e foi-se embora, e eu continuei alegremente!
Confesso que na altura do referendo ainda não tinha as noções de aborto que tenho hoje em dia…
O aborto é frequentemente apresentado como um problema de “direito das mulheres”. É visto como algo desejável, e como um benefício ao qual as mulheres deveriam ter tanto acesso quanto possível. Está comprovado que, as mulheres que abortaram fizeram-no porque não havia nenhuma escolha possível, uma vez que se sentem rejeitadas, confusas, com medo, sozinhas e incapazes de enfrentar a gravidez, no meio disto, a sociedade diz: “Nós eliminamos o teu problema, eliminando o teu bebé. Faz um aborto. É seguro, fácil e legal”. Contudo, o aborto, por muito que seja legal, não é seguro, muito menos fácil, e ainda menos, respeitador da mulher.
Concordo com a Dragon quando diz que somos responsáveis pelas nossas atitudes, e se sabemos “fazer uma criança”, temos que sofrer as consequências que tal acto acarreta, sejam boas ou más.
Sou contra o aborto, e, baseio-me não só no que referi anteriormente, mas sobre outros pontos que não falei, entre eles, os problemas psicológicos.
Era importante haver mais acompanhamento, mais planos de ajuda às futuras mães, aulas de planeamento familiar, era preciso tanta coisa!!!!
Sei também, que há pontes fortes no apoio à legalização do aborto, contudo, para mim, estes fazem mais sentido, e são aquilo em que acredito!

Setembro 19, 2006

What made us think that we were wise?

Antes de mais devo dizer que, por razões pessoais, detesto este tema. Não, desengane-se desde já quem pensou que eu já fiz um: graças a Deus a minha educação não envolveu grandes tabus, e a sexualidade não era certamente um deles; desde cedo que soube bem como me proteger, e prevenir gravidezes indesejadas. Detesto apenas porque os argumentos são os mesmos há anos, e no meio de tanta discussão, vejo muito pouca gente a mudar de opinião...
Porque não vale a pena repetir o que já ouvimos nos dois lados, prefiro contar uma história. Verão, 1995, Algarve. Férias grandes, 15 anos, 1º ano que tívemos todas autorização para alugar uma casa no Algarve, sem pais, sem regras. Que bom! O que mais podíamos pedir? Nada, era tudo absolutamente perfeito. Até que o período que devia aparecer à Maria (note-se: a mais gira, a que tinha mais pretendentes, a mais popular do grupo) na 2ª semana de férias... não aparece. É importante explicar que em casa da Maria as regras eram bem diferentes das que eu estava habituada. Os pais, Opus Dei, pouco ou nada falavam de sexo, e quando o assunto vinha à baila, era rapidamente posto de parte e catalogado como “um tema para o qual ainda não tens idade para falar”. Assim, o pouco que a Maria sabia tinha aprendido na escola, na televisão (esse grande veículo de... informação?), nas revistas de adolescentes, e com algumas amigas menos informadas. Ou seja: a Maria achava que o coito interrompido era um método de prevenção infalível. Resultado? A Maria ficou à espera de bébé. O namorado? Rapidamente disse que não tinha nada a ver com isso, e ainda a acusou de andar a dormir com outros. Morta de medo, sem saber o que fazer, a Maria foi falar com uma tia, irmã da Mãe. Resultado? Levou uma tareia e um aviso: trata disso senão nem vale a pena apareceres à frente do teu Pai.
Posso dizer que os nossos planos de Verão mudaram radicalmente. Juntámos o resto dos dinheiro que tínhamos, e fomos a Badajoz.
Acho que pormenores são escusados. Posso só dizer que a Maria desde os 15 anos que passa a vida a entrar e a sair de hospitais, a tratar todas as infecções e problemas nos ovários que teve. A Maria esteve 1 semana internada, às portas da morte, com hemorragias intermináveis. A Maria é a mulher mais frágil psicologicamente que conheço. A Maria nunca mais teve um namorado. A Maria, que daria uma excelente mãe, nunca mais vai poder ter filhos.
Não, não vos vou encher de argumentos, porque já os conhecem de trás para a frente. Lamento, já tive esta discussão tantas vezes que já não me vou dar ao trabalho. Cada caso é um caso, cada opinião é uma opinião. A minha é clara: SIM à despenalização do aborto. Sim à informação, sim à educação, sim ao apoio às jovens para que possam, com todo o apoio possivel, escolher livremente NÃO abortar.

Setembro 18, 2006

Define a linha!

Humilhação

Quem me conhece sabe que sou contestatária por natureza, principalmente quando em questão estão assuntos pelos quais simpatizo. Este é um deles.
Tinha 17 anos quando ouvi falar na palavra “referendo”, soube nesta altura que a questão da despenalização do aborto, ou não, estava dependente dos votos da maioria. A par disto, andei toda a minha vida em colégios católicos. Ou seja, não havia margem para dúvidas e o “não” tornou-se a minha causa mais vivida.
Juntei-me a uma organização, chamada “Diz sim à vida!” e andei a distribuir flyers em bairros carenciados, sentindo que apesar de ainda não poder votar estava a contribuir por uma causa, na medida em que podia. O “Não” ganhou e, a situação manteve-se igual e Portugal continua a ser um dos paises mais radicais da Europa, no que toca a este assunto.
Entretanto cresci. E vivi situações que me fizeram mudar de ideias e hoje a minha causa é diferente da que tinha aos 17.
Respeito quem defende que não se deve interferir com o processo biológico após fecundação de óvulo. E até, sou a primeira a dizer, frases como: “Se foram crescidinhos para fazer ‘coisas de adulto’ agora comportem-se como tal, e assumam os erros!” mas, cada caso é um caso e devem ser analisados à distancia do coração.
Para mim, o “não” ao aborto poderia ser praticado (nas circunstâncias em que está), se vivêssemos num mundo quase perfeito, onde a informação chegasse a todo o lado, e onde todas as pessoas estivessem esclarecidas sobre o mundo real. Aceitando que abortos voluntários existiram sempre, independentemente de serem legais ou não, prefiro não ser responsável por um voto que dita dezenas de sentenças de morte às mulheres portuguesas. Pior ainda, ser responsável pela humilhação de umas tantas, que sobrevivem para contar em tribunal. Acho que existem poucas mulheres que passaram por uma situação destas e não a consideram totalmente traumatizante. Só não quero ser extremista e ficar presa a um "sim" ou a um "não". Quero passar-vos que me considero no meio destas duas avaliando cada caso pontualmente sem entrar em juizos de valores, e apenas se me pedirem opinião. Sou mulher antes de qualquer ideologia que possa fazer em redor de questões como esta, e tento sempre avaliar as questões fora coração, optando por um prisma mais racional. Assim, justifico que em caso de opção entre um “sim” e um “não” me encoste mais ao “sim”. E vocês?

Setembro 13, 2006

It takes some silence to make a sound!

Podia tricotar sobre que condições o Papa Bento apoia este acto ( com as quais não discordo). Podia filosofar sobre como hoje em dia esses assuntos não são tabus nas novas gerações, mas como são assuntos proibidos entre a maioria dos mais velhos. Posso pura e simplesmente dar a minha mais sincera opinião: não vejo grande vantagem em se falar sobre este assunto e vejo-o por um prisma totalmente diferente do que foi já aqui comentado. Está provado cientificamente que qualquer ser humano tem necessidades. Porém, a tendência é que perante este tipo de provas tudo se pode banalizar e falar. Do que nos esquecemos nós?A meu ver, esquecemo-nos que existe um lado mais sentimental do que físico no acto de amor.Outra ideia oposta é a de Woody Allen , que um querido atento do nosso blog me relembrou, qualquer coisa como: “ A masturbação é fazermos amor com a pessoa que mais amamos.” Deixando de dar voltas e simplificando: é urgente que nos amemos muito, mas será que não pode existir o outro lado da moeda? Eu gosto de mim e por tal, prefiro controlar os apetites corporais que podem surgir pelo espírito e pela razão, aguardando a chegada de um amor que me preencha. Posso encarar esta situação como uma opção pela castidade (para aqueles que confundem a ideía de castidade, esta escolha pode surgir em qualquer altura da vida. Um marido fiel à sua mulher é uma pessoa casta), que me preenche e me satisfaz. Não julgo quem fala, não discuto com quem o faz. Esta é a minha razão.

Setembro 12, 2006

If he can’t deliver...

enjoy yourself

A verdade é que para as mulheres, todas as questões ligadas à sexualidade, sempre foram mais difíceis, por terem sido, durante muitos anos, socialmente inaceitáveis. Através do amadurecimento social as mulheres são hoje capazes de falar deste tipo de assuntos com mais naturalidade. Principalmente entre elas.
A masturbação é, em primeiro lugar, um comportamento que faz parte da intimidade de cada um, é um acto que requer privacidade. Não é preciso contar a toda a gente e muito menos espalhar por aí.
Para mim a masturbação, se não levada ao extremo, é um acto que pode ajudar na resolução dos caminhos sinuosos, proporcionados pelo processo de amadurecimento, que carateriza a adolescência. Descobrimo-nos, descobrimos os outros e libertamos toda a tensão sexual que estas descobertas comportam.
Ao contrário da Carrie, não acho que a curiosidade feminina desperte aos 18 anos, pelo menos comigo não foi assim... A curiosidade vem com as alterações corporais (de repente temos maminhas(?) ), com os novos interesses (rapazes!), com um novo tipo de vida (saídas com as amigas), e com tudo o que nunca mais será igual ao tempo em que brincavamos às barbies.
Além disso, acredito vivamente que apenas poderemos retirar o máximo de uma relação sexual, se nos conhecermos muito bem e, para isso são necessários “estudos prévios”.
“Somos todos iguais, fazemos todos as mesmas coisas”, não poderia ter dito melhor. Aos que ainda acham que a namorada nem saberia como o fazer: poupem-me!
Para mim a distinção ao recurso, entre rapazes e raparigas, prende-se (como de resto, disse a Carrie) com os as motivações, regularidades, timings, etc etc.
Com humildade afirmo que, não acredito que existam muitas pessoas, mentalmente saudáveis, que aos 24 nunca o tenha feito, rapaz ou rapariga. Mais não seja, porque todos já tivemos sonhos eróticos, totalmente incontroláveis e que, desculpem os mais susceptíveis, não passam de uma masturbação mental (estamos sozinhos não estamos?)... Ainda assim, aos que “supostamente” não o fizeram, recomendo a leitura do seguinte site, que descobri enquanto pesquisava sobre o tema: Como se mastubar!
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Setembro 11, 2006

Se eu não gostar de mim...

Conversa entre Carrie e o seu melhor amigo, numa bela tarde de Sábado, há uns 6 anos atrás (ou seja, jovem inocente de 18 aninhos):
Ele: Mas como nunca experimentaste?? Eu faço isso pelo menos uma vez por dia!
Carrie: Uma vez por dia?? Mas a que propósito?? E que tal ler um livro, ver um filme, arranjar um hobby?
Ele: Mas e porque não? Se me dá prazer... Porque é que não experimentas?
Carrie: hum...
Curiosidade todos temos. Provavelmente os rapazes começam a tratar de pôr as suas curiosidades em prática mais cedo, provavelmente por questões socias. Porque é tudo muito bonito, andam todos aí a dizer que nós não falamos abertamente sobre o assunto, mas a verdade é que só agora é que começa a ser mais ou menos “normal” sequer admitirmos que pensamos nisso. O que seria, há uns anos! Sim, eles fazem e comem e acontecem e são os maiores machos. Nós? Nem pensar, senão somos umas galdérias. E não, não me estou a queixar, estou só a explicar que fomos habituadas a não falar muito nisso, a manter tudo entre 4 paredes.
Mas a verdade é esta: somos todos iguais, fazemos todos as mesmas coisas. E quem disser o contrário está a mentir! Com motivos diferentes, é certo, com timmings diferentes, com regularidades diferentes. Não é um hábito regular, nem pouco mais ou menos. É em resposta a uma vontade que, ao contrário do que vejo nos homens, até é maior quando andamos com uma vida sexual mais activa, e bem menor nas fases mais... castas. E mais: se cada uma conhecer melhor o seu corpo, o que gosta, onde, e a que velocidade, tenho a certeza que o sexo a dois é então muito mais satisfatório para ambos os lados.
Esclarecidos?
Se eu não gostar de mim... quem gostará?

Setembro 07, 2006

Palavras-chave: fantasia, satisfação, prazer...

Não querendo deixar de falar sobre o assunto, não que não me agrade o tema, mas porque considero expor-me demais, falarei deste assunto sobre um ponto de vista geral!
Nada melhor do que pesquisar em alguns sites sobre este tema para ficar admirada com o que li, falavam de masturbação rudimentar, passo a explicar, segundo o autor deste artigo, a auto-satisfação não está unicamente ligada aos órgãos de procriação, como, erradamente se pensa, ou seja, existem outros meios de obter prazer. Por exemplo, uma criança de um ano vê o seu aprazimento quando coloca, sejam objectos, sejam partes do corpo, na boca, daí o nome masturbação rudimentar! Incrível, não é? Nunca associaria a palavra masturbação a um bebé. Mais à frente, li, qual o meu espanto, que crianças entre os 2 e os 5 anos passam a “manipular de forma directa os genitais”, e que durante o sono observam se erecções! Enfim…
Antes de continuar, confesso que me fez confusão que os meus priminhos que têm estas idades, passem por este tipo de situações numa idade tão tenra… nós devemos ter passado por isto mais tarde, ou não fossem as crianças de hoje em dia cada vez mais precoces…
Continuando…
Chegada a bela idade do liceu, a adolescência, onde as aulas de ciências da natureza faziam suscitar alguns risinhos tímidos, a descoberta torna-se cada vez mais apetecível, e é chegada a altura dos primeiros beijos, do primeiro namorado, do primeiro “amor”, as sensações começam a ganhar outra forma… estou a desviar-me do assunto!
Voltando, li que a masturbação está ligada, directamente, a fantasias, e, as primeiras fantasias são um que um filho acredita que se passa com os seus pais…! Fiquei a saber, e porque gosto de partilhar coisas interessantes, digo-vos que a palavra masturbação vem de duas palavras, para não variar, da língua Latim, manus e turbari, que significam, mãos e esfregar, respectivamente, ou seja, esfregar com as mãos!
Numa idade mais avançada, a auto satisfação, poderá ser encarada como escape de energias, tirar o stress antes de um encontro, acabar o que ficou por fazer, enfim, vocês também sabem! Gostaram da aula de hoje? Espero que sim…

Setembro 05, 2006

Call me

`February April said "Don't be fooled by the summer again"´
Se já me tivesses telefonado hoje estaria mais inspirada, mais confiante.Estarias sob o meu domínio ... Assim vou apenas imaginar , isto se me apetecer porque estou com um ataque de mimo, que me vais telefonar mais tarde e que vamos jantar à marina, pegar um cineminha ou beber alguma coisa ali às arcadas. Só por isso já não vou escolher uma roupa mais sexy;não vou ligar às minhas amigas avisar que vens ( a Belíssima acabou por isso precisamos das telenovelas umas das outras para nos irmos entretendo, até nos viciarmos na próxima); não vou ali ao cabeleireiro dar um jeito; não vou passar creme nem pós; nem sequer vou esticar o cabelo...
Já me telefonavas. Era preferível pensar que não vou ter de deixar isso para o fim da semana. Hoje era o dia perfeito, não me apetece deitar conformada.
Não preciso de velas, não preciso da música ideal, não preciso que venhas todo cheiroso. Preciso que me telefones. Preciso de ti. Preciso de ti aqui.

Setembro 04, 2006

Amanhã conto como foi...

Saio com tempo, há coisas que não podem esperar, daí que não goste de me atrasar! Está um fim de tarde digno de momentos especiais, como este, que se aproxima! Na mão levo o vinho que combinei levar, espero que seja tão bom como são as minhas expectativas. Sinto-me perfeita: nestes dias gosto de chegar cedo a casa, arranjar-me com calma. Tomei um duche prolongado, acompanhando de cheiros e sabores de plantas e frutas exóticas que nos reportam, através da mente, para locais dignos de admiração, a seguir vêm os óleos, também eles com fragrâncias deliciosas a coco e outras frutas, que deixam a pele suave que dá vontade de encher de beijos; sinto-me linda de morrer, decidi vestir uma saia de cetim, com uns motivos verde caqui, estampados sobre um creme, que faz lembrar o tom do praliné, a esvoaçar ao ritmo do vento quente que se faz sentir; um top branco simples, umas sandálias, que namorei-as durante 2 meses antes de as comprar, e um fio e um anel, não são precisos muitos acessórios! Não me esqueci de comprar roupa interior, comprei uma coisa que sei que ele gosta, confessou-me uns dias antes, numa conversa sem compromisso à hora do almoço. A noite adivinha-se longa e romântica, sei que há uma piscina com vista para o rio, quero pensar que tudo irá acontecer nesse cenário! Tive os dias antes a falar com as minhas amigas, cada uma tem uma opinião diferente, no entanto, vou num estado de espírito que me deixe ser aquilo que sou, de forma natural! Espero não ter criado grandes expectativas, acho que não… ele é homem de H, amanhã conto como foi…

Setembro 01, 2006

Programinha a dois?

Romance

Nunca fui uma pessoa de preparar surpresas elaboradas ou programas “especiais” feitos a dois. É com grande frustração que admito que não ser uma pessoa muito romântica. Não porque não quero mas porque, realmente, não o sei ser.
Não me considero uma pessoa fria. Aliás, faço questão de romantizar-me sempre que posso, ainda que não da maneira mais convencional. Assim sendo, justifico que aproveite todas as oportunidades que me dão para poder extravasar o meu lado mais sentimental.
Nos meus (acabados de fazer) 25 anos de existência, tenho a sorte de poder afirmar que fui presenteada com algumas situações, que se catalogadas seriam certamente “as mais românticas de sempre”:
Lembro Cruela de Vile (é assim que ele quer que eu me refira a ele) que de cada vez que discutíamos, ao príncipio de namoro, e ficávamos desiludidos um com o outro ele conseguia sempre surpreender-me. Mandava-me um sms onde se lia: “Diz à tua mãe que hoje dormes em casa da Axgan” e levava-me para sitios impensáveis, próprios a “uma noite perfeita”. Os meus preparativos, dadas as circunstacias, eram excassos: avisar a Axgan: Checked! Camisa de noite sexy: Checked! Creminhos cheirosos: Checked! Roupa para o dia seguinte: Checked! Mas, pensava sempre: “Quem me dera ter preparado isto com mais tempo...”
Ou, o “músico”, que fazia de todas as noites, uma noite perfeita e eu alinhava com os devidos preparativos: depilação + uma pele cheirosa + underwear à medida + trabalhava no ambiente + uma surpresa qualquer que espivitasse a noite...
Ou ainda, o meu primeiro namorado, que na sua simplicidade da doce adolescência dava o seu melhor por organizar programinhas nocturnos que não escandalizassem esta donzela. Para mim, trazer a pizza significa colaborar com uma noite perfeita de vhs (na altura não havia dvds)....
Em jeito de conclusão, a verdade é que os meus preparativos foram sempre os mais básicos. E penso que, até à data, fui sempre bem sucedida! Adoro que sejam românticos comigo, adoro que me surpreendam, e principalmente adoro que me organizem noites perfeitas, no entanto, acho que pela primeira vez na vida, tenho muita vontade de ser eu a mentora de um plano para uma noite inesquecível e dedicar-me, para além de todos os preparativos que falei anteriormente, a encontrar qualquer coisa que o deixe totalmente extasiado, alguma sugestão?
Acompanhem também a discussão aberta que se passa com o sexo oposto!