Feto com 8 semanas.Ligar a vida e felicidade futura de uma criança por nascer ao presente difícil dos pais é condenar todas as crianças ao não nascimento! Se o aborto é um método para evitar que surjam crianças num ambiente familiar economicamente degradante, devemos concluir que só poderá engravidar quem pode… Ninguém se julgue presciente, julgando poder saber a qualidade do futuro pela mera constatação do presente.
Lembro quando há uns anos atrás estava no Rossio, a distribuir flyers a favor do “não” ao aborto, e uma jornalista vem ter comigo, pede a minha opinião, e uma senhora, que apareceu do nada, dá-me um empurrão e diz: “Esta criança não percebe nada, perguntem a quem sabe!”, fiquei tão furiosa que respondi: “A partir do momento que posso ter filhos, este assunto também me atinge, além disso, a senhora com a idade que tem não pode engravidar, pelo que, este tema tem mais a ver comigo, do que consigo!”, olhou, virou as costas e foi-se embora, e eu continuei alegremente!
Confesso que na altura do referendo ainda não tinha as noções de aborto que tenho hoje em dia…
O aborto é frequentemente apresentado como um problema de “direito das mulheres”. É visto como algo desejável, e como um benefício ao qual as mulheres deveriam ter tanto acesso quanto possível.
Está comprovado que, as mulheres que abortaram fizeram-no porque não havia nenhuma escolha possível, uma vez que se sentem rejeitadas, confusas, com medo, sozinhas e incapazes de enfrentar a gravidez, no meio disto, a sociedade diz: “Nós eliminamos o teu problema, eliminando o teu bebé. Faz um aborto. É seguro, fácil e legal”. Contudo, o aborto, por muito que seja legal, não é seguro, muito menos fácil, e ainda menos, respeitador da mulher.
Concordo com a Dragon quando diz que somos responsáveis pelas nossas atitudes, e se sabemos “fazer uma criança”, temos que sofrer as consequências que tal acto acarreta, sejam boas ou más.
Sou contra o aborto, e, baseio-me não só no que referi anteriormente, mas sobre outros pontos que não falei, entre eles, os problemas psicológicos.
Era importante haver mais acompanhamento, mais planos de ajuda às futuras mães, aulas de planeamento familiar, era preciso tanta coisa!!!!
Sei também, que há pontes fortes no apoio à legalização do aborto, contudo, para mim, estes fazem mais sentido, e são aquilo em que acredito!