Agosto 31, 2006

Any given... Friday!

Uma qualquer 4ª feira, fim de tarde, toca o telemóvel com aquele assobio fantástico (que ao fim de um ano de o ter ainda me faz corar quando acontece em sitíos públicos, como por exemplo numa Zara cheia de gente, e sou bombardeada com olhares confusos, uns como que a perguntar "era para mim?" e outros a exclamar "perdeu a cabeça, que convencida!") de aviso de mensagem. "É bom que faças tudo o que tens a fazer hoje e amanhã, que 6ª feira és minha.". Mel! Adoro estas mensagens, sem rodeios, nem Olá's nem Bjs, é pura e simplesmente uma ordem.
E pronto, este sorriso parvo já ninguém mo tira, agora mais vale é começar a pensar em coisas práticas a fazer até 6ª. Primeiro telefonema: "Olá D.Ana, 'tá boa? Acha que se eu for aí agora ainda me consegue fazer a depilação?". Sim, independentemente do que se vá fazer (ou não!) na 6ª, há que estar impecavelmente... hairless. :) Correria, o habitual sermão da D.Ana ("Oh menina Carrie, consigo é sempre em cima da hora, não pode ser assim!"), 1 hora de tortura, mas saio de lá uma mulher nova.
Entre 4ª e 5ª despacho todo o trabalho da semana e combino tudo o que tenho a combinar com as minhas amigas, porque se 6ª correr bem pode ser que só as veja na 2ª. E, para o caso de ser o maior fiasco, há que ter sinais bem combinados, uma mensagem a meio do date a dizer "está a ser óptimo" pode muito bem querer dizer em código de super-amigas "liguem-me agora a inventar que alguém está no hospital para eu ter de sair daqui JÁ".
6ª feira, últimos preparativos. É dia para sair cedo do trabalho, para ter tempo para os pormenores. O que vestir? O mal destas mensagens de ordem é que não sabemos para o que vamos. Será jantar fora? Se sim, será num sitío chique ou casual? Será ao ar livre ou dentro de casa? Tudo factores importantes na escolha do que vestir! Enfim, há que pôr qualquer coisa versátil, que dê para as várias hipóteses. O melhor é passar no Chiado para comprar um acessório novo, qualquer coisa que me faça sentir linda. Uma última passagem pela Women Secret, mas isto só se o "respectivo" valer muito a pena, porque se à partida já decidimos que não se vai passar nada, a cueca da avó que chega quase ao umbigo é a melhor precaução: é certo e sabido que não vamos deixar NINGUÉM ver aquilo, por muito que o momento aqueça, é o melhor travão.
Chegada a casa, um grande banho com cremes e cheiros e tudo a que tenho direito. Bem vestida, bem penteada, bem cheirosa. O perfume e a escova de dentes na carteira, just in case. Telémovel com bateria no máximo e dinheiro para poder "fugir" se necessário. E voilá, pronta para uma noite especial.
P.S.: Mas o melhor é mesmo quando nem sequer há a mensagem de pré-aviso, é mesmo só o "Desce, vim-te raptar". Nessa altura é pegar na carteira, passar uma escova no cabelo, um bocadinho de perfume, e descer as escadas a correr...

Agosto 29, 2006

Go steady on me!

É verão. Anda tudo semi-nu. É verão. A mini com amendoins sabe a caviar com champanhe. É VERÃO... Não acredito em amores de verão.São paixões. Acredito que este rodopiar de sítios, praias, discotecas nos façam esquecer mais facilmente as pessoas que vamos conhecendo. Julho- conheces o Inácio. Simpático, amoroso mas não se vão ver o Verão todo. Esquece. Agosto- o Amílcar é um porreiro, quando está com os copos (que tem estado desde o primeiro dia em que o conheces) enrola a língua a falar! Que máximo! Meio de Agosto- Apanhas uma paixão mal resolvida de Inverno no Paquistão do social. Pimba está tudo estragado. Afinal o Amílcar é um idiota e devia era enrolar a língua e engasgar-se para ver se não te "xaga" mais. Fim de Agosto- recordas todas as regras anti paixão mal resolvida e estás pronta para te divertir. Pimba conheces outro castiço qualquer e aí STOP E AGUENTA O BAILE. Não há andamento para estes verões. Aposto que tu:Zé, Gastão, Maria, Tomázia....Já nem sabes escolher com quem sonhar. É um rodopio de gente;é bebida gaseificada a mais;é tanta roupa por lavar;são os pulmões a gritar: pára de fumar meu grande urso; é o lembrar as obrigações de setembro. É chegar e pensar : quem me vai aquecer este inverno?

A areia enterra amores?

Em primeiro lugar, quero pedir desculpa a todos aqueles que esperaram pelo post e, com razão, pediam para mudar de tema, acho que foi o facto de não ter férias há 2 anos que me deixou um bocado baralhada, não com a quantidade de férias que tive, mas sim, o que fazer com elas?!? Bem, relativamente ao tema em questão, existem certas frases “feitas”, vulgarmente designadas desta maneira, com as quais não concordo, esta é uma delas, uma vez que as coisas mais impossíveis também acontecem, ora, um namoro de verão não é impossível dar frutos, senão vejamos, a cebola que namora com o alho há 6 anos, começaram com 17 anos e para o ano casam, o dia em que tudo aconteceu foi algures no meio de Agosto, numa terra muito nocturna, Vilamoura, num verão quente para chuchu, e, o tempo veio a confirmar que a areia não enterra tudo! Mas seria muito pouco correcto da minha parte se falasse tão pouco, por isso, vou abrir um bocadinho mais o jogo: se disser que comecei o verão com um namoro e acabei sem ele, não estaria a mentir! Podem dizer, então se o teu namoro não resistiu ao verão e, por assim dizer, ficou enterrado na areia, como é que não concordas com a frase “feita”? Pois muito bem, as coisas acontecem sempre por alguma razão, e sei que não será nenhum verão que vai enterrar sentimentos! Não foi por acabar uma relação que vivi menos e desenganem-se, há muito tempo que não me divertia tanto! “Então era porque não gostavas dele!” Errado, gostava e gosto, e durante este tempo todo tive sempre no mesmo sitio que ele! Custa, claro, e não me era de todo indiferente, contudo, é verão, tempo de divertir! Mais ainda se pensar que estas foram as últimas grandes ferias (grandes em termos de tempo) da minha juventude! A areia quer-se para estendermos toalhas, fazer castelinhos, fazer bolas, ou então, como a areia daquela grande praia, os Salgados, para fazer umas belas massagens nas costas… cada macaco no seu galho, e sem dúvida que o galho da areia é na praia, e para enterrar outras coisas… como os pés, por exemplo!

Agosto 11, 2006

E bib'ó Nuorte carago!

É Verão, o Sol brilha e os pássaros cantam. Anda tudo mais bem disposto, mais bronzeado, e menos vestido. Queiramos ou não admitir, com mais disponibilidade para amar, ainda que temporariamente...
Falemos então de um amor de Verão... Norte do país, 50º graus à sombra, pronta para 5 dias de intensivo trabalho. Acabada de chegar de viagem (desenganem-se os que pensam que de lazer), cansada, com vontade de ir de férias, o meu bom feitio não abundava. Enfim, o clima apontava para tudo menos para o amor.
Depois de um primeiro dia de concerto que correu muito bem (iupiii!), junta-se a nós o resto da equipa que faltava, os meninos dos bares. 12 meninos do Porto que logo à partida faziam muito barulho e me pareceram todos um bocadinho... "galarós". As meninas que estavam a trabalhar comigo estavam de olho cheio, e eu tenho de admitir que se o espírito fosse outro, até poderia pensar em entrar nos flirts que dispararam em todas as direcções. Mas o trabalho era muito, e tive de me concentrar mais em manter pulso firme com eles do que noutra coisa qualquer.... E não era tarefa fácil! Em cada lado que eles metiam os pés, parecia que arranjavam confusão, e numa aldeia pequena, a palavra não corre, voa, e eles já eram a encarnação do Demo em pessoa.
Primeiro dia, primeira descasca, ainda em tom de "porreira". Segundo dia, segunda descasca, aí já sem ponta de simpatia, aliás, bruta como as portas. E admito que odeio esse papel, principalmete quando é dirigido a pessoas da minha idade, amigos de amigos meu, os quais eu até percebo que não eram as pestes que os pintavam. Mas era o meu papel, e cumpri-o. Nos dois dias, uns refilaram, outros deram-me razão, mas um deles pura e simplesmente não me olhava para a cara. Eu bem que tentava arrancar-lhe um sorriso, mas nada. Absolutamente nada. Ar de mau (eu sempre gostei de bad boys), pouca confiança e chega pra lá que eu não te conheço de lado nenhum. Mas eu não sou de desistir, e havia ali alguma coisa que me intrigava.
Último dia, última hipótese de o "perceber": era mesmo antipático, ou debaixo daquela capa havia mesmo alguma coisa de interessante? Tentei uma, tentei duas, e ele lá me deu conversa. Eu queria mesmo saber a opinião dele, e ele tinha-a bem pensada. Disse-me 1 ou 2 verdades... que fiquei triste.
Mas, mais uma vez digo, não sou de me ficar. Ele atraía-me, havia ali qualquer coisa, e eu tinha de perceber o quê...
O meu primeiro amor de Verão acabou num namoro de 4 anos.
O meu amor de Verão tem namorada. O meu amor de Verão vive longe. O meu amor de Verão é forte, apesar de eu mal o conhecer. O meu amor de Verão não me sai da cabeça. Pode ser que o meu amor de Verão venha a ser muito mais do que isso. Ou não...

Agosto 04, 2006

LOVE IS IN THE AIR...

I Love You

Chega o verão e com ele chega a disponibilidade para os beijinhos descomprometidos, ou não! Tudo começa na Primavera, que nos traz o reflorescimento da faúna e da flora. Entre flores e cheiros frescos, carregados de misticismo, somos convidados a entrar no verão e a trocar as resistentes camisolas por um aspecto saudável e bronzeado. Andamos bonitos e a nossa moral reflecte tudo isso. E é nisto que reside o ónus da questão:
- O que fazer se tudo nos empurra para amar?
– Nada! Mas absolutamente nada... Apenas devemos seguir o que sentimos, e deixar as coisas acontecerem.
Em paralelo, não faço distinções entre amor de verão e amor de inverno porque, para mim, amor é amor e acontece independentemente da estação que vivemos. O que se passa é que, nem sempre as coisas dão certo (como de resto acontece no Inverno), e nesta estação existem mais “oportunidades de substituição”. Eu explico:
Temos um namorado que, sistemáticamente, acaba a relação no verão (ex. Dragon), um dia, completamente fartas, toma lá um “guia de marcha”, antes que ele nos dê a nós. Estamos de férias, com os nossos amigos ou familiares, saimos mais, vamos à praia, temos programas diários e tudo acontece mais rápido. Neste contexto as hipóteses de substituição são imensuráveis, ou porque conhecemos uma amigo de um amigo, ou filho/a dos amigos dos nossos pais, ou até num estrangeiro solitário, e todos eles podem ser possíveis “oportunidades de substituição”.
Relembro, com saudade, o Verão de 2003, altura em que conheci o Yago. Era espanhol, e estava na Praia Grande a propósito do Campeonato Mundial de Bodyboard. Eu estava zangada com o mundo e ainda não reconhecia que a minha relação de 5 anos, com John Doe, tinha mesmo acabado. Foi numa quinta-feira qualquer, numa discoteca que nem me lembro, que vejo dois olhos azuis que me olhavam fixamente. Tímida disfarçava a curiosidade: “Mas será que é para mim que ele está a olhar??? Impossível!!”. Foi preciso a Axgan me arrastar para que, eu e ele, começassemos a falar. Quando começámos, já não conseguiamos parar e as 8 horas da noite pareceram-nos insuficientes para os risos que tinhamos a dar. A solução foi viver este Amor de Verão o melhor que podiamos, e até onde nos deixassem... E foi óptimo! E um dia ele foi e eu fiquei... e o meu Amor de Verão acabou!
Acredito em Amores de Verão e acredito em amores de inverno sem distinção entre a força de cada um. Para mim, a única diferença reside no ambiente em que cada um é vivido. Serão os Amores de Verão passíveis de intemporalidade? Para mim, claro que sim! E para ti?
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Agosto 01, 2006

E esta? Hein?

A história que vou contar passou-se durante o 2º ano da faculdade. Uma vez que ainda não trabalho tenho que recorrer ao ambiente mais próximo do trabalho, neste caso, entre “colegas” de curso!
Ele estava sozinho, encostado às paredes de vidro da sala de aula, sentado na cadeira de estirador, escrevendo qualquer coisa no seu Mackintosh que, diga-se, é um amigo inseparável, quando parou tudo o que estava a fazer e o olhar fixou-se em mim, de uma maneira que até hoje, nunca ninguém fez o mesmo!
Fingi que não tinha percebido e convidei-o para se juntar ao resto da turma, que estava no Tecnobar, a beber um cafezinho e a pôr a conversa, pós-férias, em dia!
Durante todo o tempo em que estivemos no bar, o olhar dele deixava-me sem fôlego, sem palavras, sem qualquer tipo de reacção… mas tentei sempre mostrar que o olhar era igual a todos os outros e que não havia, claramente, nenhum tipo de atracção!
Nesse dia, convidou-me para jantar em Vila Nova de Mil Fontes, em casa de uns amigos, jurando que estaríamos de volta, no máximo, ás 2h! Não fui! Pensava que ele era um pateta, que teve a ousadia de me querer levar para um sítio, minimamente, longe, sem o conhecer! E, como este episódio se passou a uma 6ª feira, pensei que durante o fim-de-semana, se esquecia, ou talvez as coisas abrandassem… mas não! 2ª Feira, teve a tarde toda a tirar fotografias, com uma máquina que, por si só, faz qualquer pessoa sentir-se o melhor dos fotógrafos, mesmo os leigos, como eu!
Dessas fotografias, o Professor Pardal (como eu costumo chamar), escolheu as melhores, virou-as, redimensionou-as, atribuiu cores diferentes, enfim, fez dessas fotografias o presente mais simples, mas mais completo que alguma vez recebi! Um cartaz, enorme, lindo, que na altura em que me deu, a única coisa que disse foi: “Só isto?”! Enfim, sem palavras…
Tal como este episódio, muitos outros se seguiram, só que Axgan não conseguia apaixonar-se, não conseguia entregar-se, não sabia o que dizer, só que foi tanto o que ele fez por mim que, em Janeiro do ano seguinte decidi dar uma oportunidade, que, um mês mais tarde veio a acabar!
Deixei de o ver na faculdade, soube, por outras pessoas, que tinha ido trabalhar para fora…!
Em Julho desse ano, liga-me, do sítio onde estava a trabalhar, a convidar-me para ir lá passar uns dias, e eu, quão ingénua, fui, pensando, não gostei dele, apenas atracção, vou com uma amiga e não estou sozinha com ele, e assim foi!
Escusado será dizer que tive a semana mais romântica da minha vida…! Foi tudo óptimo! Um ano depois, ele voltou, não para a minha turma, para o ano abaixo!
Ao princípio foi estranho, mas com o passar do tempo, já lidamos melhor com a atracção que temos um pelo outro, que, mesmo assim, se mantém bastante acessa!
É com ele que trabalho bem, é com ele que sinto produtividade no meu trabalho, os dois a trabalhar em equipa resulta, daí que seja mútuo o interesse em trabalharmos juntos para o resto da vida! E esta hein?