Julho 27, 2006

Thanks, but no thanks!

Por todas as razões e mais alguma, eu começei a trabalhar cedo. Aos 16 anos já eu andava a fazer os ditos “trabalhinhos”, fossem eles de hospedeira ou promotora. Sempre me disseram que “queres fazer programinhas e comprar luxos, tens que ter o teu dinheiro”, e assim fiz. Não me estou a queixar, ainda bem que comecei a trabalhar cedo! Não só dou muito mais valor ao dinheiro (e até aprendi a poupá-lo!), como fui aprendendo uma data de regras essenciais à minha vida. Sendo uma delas, aprendida com o método tentativa-erro, a regra de ouro: Carrie, não te metas com quem trabalhas. E esta regra aplica-se a todo o tipo de trabalhos, ainda que temporários.
Quando há homens e mulheres num mesmo ambiente, por muito que queiramos todos ser super-profissionais, há faíscas. Há mas faíscas mais fracas, facilmente ignoráveis, mas há outras capazes de começar um incêndio numa qualquer fábrica de pirotecnia... E é com estas que temos de saber lidar. Mas por que raio é que as pessoas no trabalho parecem mais atraentes?? Um flirtzinho, uma troca de olhares, pode animar o dia de trabalho, mas a longo prazo é certo e sabido que vai dar asneira.
Eu tenho tido uma vantagem: em todos os sítios onde trabalhei (e trabalho), fui sempre a mais nova. E isto torna tudo muito mais simples! Agarro-me com unhas e dentes ao facto de ser uma pita, e gosto que olhem para mim nesses termos. Infelizmente, isto não vai durar para sempre. Mais dia menos dia aparece por aí um estagiário saídinho da universidade, mais novo que eu. E eu não estou a ficar mais nova... Agora até parece que já correm por aí uns boatos que eu e o Kiko nos andamos a comer (ou que queremos e não podemos, visto que ele é casado, já não sei bem qual é o boato, desculpem-me as más línguas se vos estou a difamar). Só porque nos damos bem? Porque vimos juntos e voltamos juntos (note-se que somos vizinhos, faz sentido as boleias)? É dos meus melhores amigos, das pessoas mais íntegras que eu conheço, que olha para mim e lê o que me vai na alma, mas isso aos olhos de 3ºs é igual a cama certinha. O que seria! Parece que vou ter mesmo de arranjar uma nova maneira de lidar com o que por aí vem, não sei bem qual, mas uma implacável. Sim, porque a regra de ouro não é para ser quebrada!
.
P.S.: E flirts na agência só mesmo com uma pessoa.... mas mesmo assim, já cortei o mal pela raíz e passei ao papel de “amiga porreira”. Já tenho confusões suficientes na minha vida. Thanks, but no thanks!

Julho 26, 2006

Trabalho vs Range Rover HSE

Descontraída no meu posto de trabalho, recebo uma chamado da extenção 120: The Big One, El Boss, o Manda-Chuva:
- “’Tou Dragon, como sabe vai mudar de posto de trabalho e...(silêncio) queria fazer-lhe uma pergunta de foro pessoal...”, notava uma certa tensão na sua voz.
- “Diga Duarte, o que se passa?”, perguntava eu em tom forçadamente descontraído.
(Silêncio) E a custo soltou:
- “A Dragon e o DT são ‘amiguinhos’, não são?”. Bem sei... as aspas são visuais, mas acreditem que quase as ouvia...
- “Ohhh Duarte, claro que não!!! Somos muito amigos mas não se passa mais nada!”
Enrascado e depois de outro silêncio:
“- Ok! Ok! Só pensei porque... Espere, mas...voltando atrás... Não!...Tem razão!” E ainda à rasca, continuava: “Ahh... É que estão sempre juntos... e as pessoas dizem que vocês são, mas claro, ok!...desculpe(?)!”
OK! Almoçamos juntos! Estamos sempre a rir! E é a figura masculina mais presente na minha vida mas...easy!
A verdade é que, quando começamos a trabalhar o tempo livre é escasso. E estamos tão cansados que quando se trata de dias de descanso é mesmo para ser levado à letra. Eu, por exemplo, que outrora fui a rainha de qualquer dancefloor português, hoje chego à sexta-feira e o único programa que me parece apetecível envolve uma cama, lençois, roncos, sonhos e muitas horas de sono. A par disto, hoje em dia, é politica das empresas incentivar o espiríto de equipa, estimulando a interacção constante entre pessoas. Assim sendo, as pessoas que estão mais próximas de nós, acabam por ser os nossos colegas de trabalho porque são eles os que passam mais horas connosco e é normal que sentimentos mais profundos possam aflorar.
Ainda que a ideia de sexo na sala das fotocópias me pareça muito tentadora a verdade é que, não sei, nem quero ter que, lidar com um relacionamento afectivo dentro da empresa onde trabalho. Tenho um bom relacionamento com todas as pessoas aqui dentro e em especial com o DT, não iria arriscar um relacionamento quando em jogo está a minha vida profissional.
Além disso, imaginem que arriscava e as coisas davam mau resultado, existia a agravante de ter que levar com a presença da pessoa em questão TODOS OS DIAS.
Em jeito de conclusão é saudável manter um flirt’zinho que nos prende a um “E se...” Mas, e tu arriscavas?
Tough, hum?

Julho 24, 2006

Amor amor so há um. O meu e mais nenhum!

Amor. Paixão. Amizade.
Sempre acreditei que amar é apenas possível 1 a 1. Sempre acreditei que todos os dias nos apaixonamos , nem que seja pelo facto de estarmos vivos.
Sempre acreditei que é possível amar os nossos amigos.
É possível amar uma pessoa e estarmos apaixonados por outra. Porém,não amamos as duas ao mesmo tempo.Assim, como muitas vezes quando não amamos alguém passamos amar mais os nossos amigos, porque nos tornamos mais atenciosos, mais presentes, temos mais necessidade de estar com eles, de falar com eles, de saber como lhes correu o dia, de os fazer rir quanto não estão contentes, de os abraçar quando choram, de lutar por eles se estes não sentem forças....E estas características são aquelas que descrevi quando disse que amava uma pessoa.
Eu amo o meu amigo T porque é inteligente; amo o S porque está sempre lá, apesar de estar contra a maioria das minhas opções; amo o J porque me protege; amo o JF porque é a pessoa mais recta do mundo e precisa de mim; amo o Z porque me faz rir só com um simples olá; amo o C porque é ambicioso e trabalhador; Amo a M porque gosto de falar com ela até as 5 da manha; amo a M porque tem força de viver; Amo a I porque se está a marimbar para tudo e todos e relativiza até ao máximo....
Apaixono-me todos os dias. Hoje ainda não sai de casa, mas espero apaixonar-me.
Amo todos os meus amigos pelo conjunto que são. Mas amor amor acredito que só há um, quando aparecer, e mais nenhum.

Julho 18, 2006

The Love pill

Amor: do Lat. Amore, s. m., viva afeição que nos impele para o objecto dos nossos desejos; inclinação da alma e do coração; objecto da nossa afeição; paixão; afecto; inclinação exclusiva.
Começo com uma contradição: amo, e não acredito em definições de amor (leia-se, daqui até ao fim, “amor” e “amar” não no sentido de amar irmãos, nem amigos, nem o cão. Amar um Homem, na imensidão de submundos e esconderijos que esse palavra carrega). Como sentimento complexo que é, torna-se impossível restringi-lo num frase, num conceito. O que eu sinto quando amo é com certeza diferente do que a Joana ou o Pedro sentem. Do que os meus avós sentem. Do que o meu irmão sente. E todos eles amam.
Muitos foram os autores que tentaram explicar o amor. Muitos os filósofos que o tentaram racionalizar. É tema de músicas, filmes, pinturas. Não é o que move o Mundo?
A alguém coube a ingrata tarefa de arranjar uma definição plausível de pôr num dicionário. E por muitos dicionários que se procure, a definição é sempre parecida... e fala-nos sempre no singular: “o objecto”, “inclinação exclusiva”.
Não acredito que se possa amar duas pessoas ao mesmo tempo. E não, não estou a ser politicamente correcta. Sou uma romântica incurável. Amo amar, e quando isso acontece, dou tudo de mim. TUDO. Não sobra espaço, nem forças, nem vontade para amar mais ninguém. Mesmo que quisesse, não conseguia.
Não vou mentir, nem ser hipócrita: já me vi dividida entre duas pessoas, já pus em causa o que sentia, até já tive vontade de ser bruxa e juntar dois homens num shaker e torná-los num só para me facilitar a vida (era mel!). Mas, ao analisar esses momentos, percebo que no fundo não amava nenhum. E aqui entra o conceito de paixão. Sim, podemos estar apaixonados por 2 ou até por 3 pessoas ao mesmo tempo! A paixão é um furacão, um sentimento avassalador que entra nas nossas vidas e dá a volta a tudo o que encontra, que nos tira a fome, que nos tira o sono, que nos faz rir e chorar, tudo no espaço de dias, ou horas, ou minutos. E o que tem de forte, pode também ter de fraco. E de fugaz. E de instável. Mas o amor... esse não permite devaneios. Permite dúvidas momentâneas, permite disparates. Mas o amor que é amor, é exclusivo.
É só uma opinião, e as opiniões valem o que valem... Gosto de pensar assim, gosto de acreditar neste amor. Faz-me querer ser melhor para o merecer, para o encontrar e cuidar dele e conservá-lo para o resto da minha vida. E porque não?...

Julho 17, 2006

a-dois

Quando não temos ninguém, choramos, quando temos mais do que um, também choramos. Que ambiguidade?! Passo a explicar: do sentimento de solidão e falta de confiança, surgem-nos outros bem diferentes, como a companhia, auto-confiança e, principalmente, ser reconhecida por alguém. Acredito e sei que todos temos capacidade de amar muita gente, cada um à sua maneira, mas há sempre um alguém que, para nós, é especial e com quem queremos partilhar a nossa vida, e essa pessoa, sendo única, será, também, única na nossa vida.
Penso que todos aqueles que entram na nossa vida, pelo plano amoroso, deixam-nos um testemunho e cunho que nos fará relembrar deles até ao fim da vida, quer seja pela positiva, quer seja pela negativa.
Cada vez que tenho alguém, com quem partilho o meu dia-a-dia, os meus sentimentos, as minhas alegrias, as minhas tristezas, enfim, tudo, esse alguém torna-se, por si só, único na minha vida, e qualquer outra pessoa deixa de ter interesse. Interesse afectivo, claro! Não fico calada e só abro a boca ao pé dessa pessoa, simplesmente, ela faz-me sentir tão bem, que não cabe mais ninguém, com quem queira ter o mesmo tipo de relação.
Não acredito que seja possível gostar de duas pessoas ao mesmo tempo, acredito sim que há alturas na vida em que temos que escolher um em detrimento de outro. Mas quando escolhemos, não estamos a ter duas relações, exactamente porque estamos a optar, discernir. Porque para mim uma relação é a dois!

Julho 14, 2006

O que o tempo não faz...!

Todos temos a tendência de mostrar que somos fortes, e que não é o romper de uma relação que nos deita abaixo. Contudo, o plano afectivo e emocional de uma pessoa tem um grande peso no seu equilíbrio diário. Todos gostamos de nos sentir amados e acarinhados por alguém, esses afectos tornam-nos pessoas felizes e completas. Acho que até hoje, apenas uma pessoa me fez sentir do tamanho de uma formiga, com o meu ego tão em baixo que não acreditava nos piropos dos meus próprios amigos. Senti-me perdida, senti-me vazia, senti-me presa a um sentimento que não sabia se era real ou não, senti-me frustrada, por gostar de alguém e esse alguém me fazer mal, senti-me em baixo… mesmo… e o pior disto tudo? Ele passou pelo mesmo primeiro que eu, e fez-me passar a mesma situação, do estilo, não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti! Demorou a passar, a carência, as saudades, a voz, tudo parecia tão inesquecível que acabava por ligar ou enviar mensagens, com a mais ridícula das desculpas, e, depois, sentia-me muito pior. Percebi que no mundo, a velocidade a que as coisas correm é alucinante e, também alucinante é o número de pessoas que entra na nossa vida do nada…! Aquilo que me custava mais pensar, quando estava com ele, era como seria se tivéssemos que terminar, pôr um ponto final na nossa relação, e retirava imediatamente esses pensamentos da minha cabeça, porque, naquele momento, a minha vida não fazia sentido com mais ninguém a não ser ele. “Dá tempo ao tempo”, esta é a frase que mais me enche nestes momentos. Acredito e tenho a certeza, que o tempo resolve tudo, senão, não tinha passado “por cima” dos momentos que passei, não tinha acreditado que era possível voltar a gostar de outra pessoa, que afinal a vida pode fazer sentido ao lado de alguém! Já me magoei muito, e, de todas essas dores, tiro uma conclusão, que me fechei mais, que sou mais terra a terra! Talvez assim sofra menos? Não sei! Por muito estúpido que possa parecer, quando recebo elogios, da pessoa que está comigo, penso que está a mentir ou a brincar, porque se calhar tenho medo de os ouvir e acreditar que possa ser possível alguém me ver dessa maneira. Não é por falta de confiança em mim, mas antes, o medo do “ser bom demais”. No entanto, quero acreditar que seja verdade. Como disse em post’s anteriores, acredito que vou encontrar o homem que me fará feliz, que me respeite, que me dê valor, porque se assim o for receberá em dobro!

Julho 12, 2006

Castelinhos no Ar

Quem me conhece sabe que sou independente. Esta independência, ganha a muito custo e nem sempre por vontade própria, tornou-me uma pessoa mais “preparada” para lidar com situações de crise, como de resto são... as desiluções! No entanto, tornou-me numa pessoa mais fria e racional e até... mais calculista! Desengane-se quem pensa que é intencional, na verdade até luto contra a minha maneira de ser, numa tentativa de voltar a acreditar de uma forma mais pura. Eu explico...
Quando conhecemos alguém e tudo é recente, passamos por um estado de perfeito êxtase onde um simples sms é o suficiente para alimentar a expectativa de um grande amor e se houver uma vontade aparente de quem troca mensagens conosco, estas palavras, escritas ansiosamente, parecem-nos segredar uma história de amor: ”Era uma vez...”! A culpa é nossa, eu “já” sei... No fundo, apressamos tudo e criamos castelinhos no ar...
A minha receita é simples e começa de base:
1º Passo: Quando conheço alguem de quem começo a gostar e já sinto borboletas que fervilham na minha barriga, é accionado um dispositivo racional, que me é totalmente incontrolável e que me diz: “Espera lá!”... Assim, em vez de dar 100% dou apenas 99%, e assim invisto 1% no meu “não-sofrimento” em prol da minha protecção. Para a outra pessoa é quase imperceptível (quase!...)
Sobram 99% de ansias, vontades, sonhos... e muito mais. Estes 99% são brutalmente esmagadores quando assumimos que o homem que julgámos perfeito afinal já não é, e dependendo do que fez para deixar de o ser tenho várias formas de lidar com isto. Em comum têm:
2º Passo: Esgoto por completo! Começo por não assumir, para mim mesma, que ele poderá não ser aquilo que eu ao princípio vi nele...E por isso, acho que ele só não me manda mensagens porque um extra-terrestre lhe fez uma lavagem cerebal e ele, "coitado!", não sabe a quantas anda ou que me responde de uma forma fria para espevitar as coisas entre nós, ou que a ausência dele tem mil justificações, e todas bastante plausíveis, e vou atrás... 3 vezes! (Sim, 3 vezes!!!: 2 sms + 1 telefonema, por exemplo ou: ir a uma festa que ele vai + 2 sms...)
3º Passo: Tenho uma colecção de musicas e filmes, que considero pontos fundamentais à minha terapia... Choro, soluço, odeio-o e quero partir tudo... E entre soluços, acredito e afirmo: “NUNCA MAIS ME APANHAM NUMA DESTAS!!” , o que me leva ao...
4º Passo: Apago mensagens, numeros de telefone e destruo todas as coisas que me façam lembrar a pessoa que me iludiu... Durante uns tempos, vivo num mundo em que ele nunca entrou. As minhas amigas, geralmente, são a minha solução e mesmo que não me apeteça, vou sair, ao cinema e todos os programas de meninas futeis que encontrar pelo caminho... Sim!! Também passa por um upgrade de guarda-fato.
5º Passo: Avalio as coisas mais a “frio” e penso nas coisas que eu poderia ter feito e não fiz, ter dito e não disse e tudo o que me poderá dar uma razão para tudo ter... acabado!. Perguntar-lhe?!... directamente?! Continua fora de questão. Sou orgulhosa e se assumo que acabou é porque acabou mesmo e nunca mais voltará a dar! E sei... mas, sei MESMO que ele vai arrepender-se, ou no mínimo ser perseguido pelo “E se...” Pior ainda se ponho isto na minha cabeça porque não me desconcentro até o ter conseguido. E o que me irrita? É que normalmente quando consigo, e derrotado me vem dizer: “Ohh Dragon, mas se calhar ainda pode dar...”, eu já não quero... mas, não quero mesmo porque o tempo passou e eu esgotei-o em mim e, independentemente de ter espelhado nele mil sonhos lindos, já não os consigo ver e o nosso tempo, realmente, acabou!
Em jeito de conclusão, acho que não existe nenhum antídoto perfeito que nos faça esquecer um homem que julgámos perfeito mas, a bem ou a mal, todos nós esquecemos e no fundo é só uma questão de tempo!
Um conselho: Não te transformes em sapo sem teres a certeza que é isso que queres ser na vida de alguem, pode não haver volta a dar...
Um questão: Consideras-te capaz de acreditar num Principe/Sapo que quer ser-te perfeito outra vez?´
.
E se um dia for eu a sapa?

A culpa é do hocus pocus !

"Adeus você. Eu hoje vou pro lado de lá. Eu tô levando tudo de mim que é pra não ter razão pra chorar. Vê se te alimenta e não pensa que eu fui por não te amar. Cuida do teu pra que ninguém te jogue no chão. Procure dividir-se em alguém, procure-me em qualquer confusão. Levanta e te sustenta e não pensa que eu fui por não te amar. Quero ver você maior, meu bem.Pra que minha vida siga a diante. Adeus você. Não venha mais me negacear. Seu choro não me faz desistir, seu riso não me faz reclinar. Acalma esta tormenta e se aguenta, que eu vou pro meu lugar. É bom, às vezes, se perder sem ter porque, sem ter razão. É um dom saber envaidecer, por si, saber mudar de tom. Quero não saber de cor, também.Para que minha vida siga adiante."- letra de los Hermanos-Adeus você . Já fiz de tudo para te esquecer. Lembro-me todos os dias de ti meu Príncipe. Agarro-me todos os dias a uma esperança do passado. Já fiz de tudo para te esquecer rapidamente. . Já fiz de tudo para me lembrar de ti. Esqueço-me todos os dias do mal que me fizeste. Agarro-me todos os dias à ideía de que não me mereces. Já fiz de tudo para me lembrar de ti com amor. Já fiz de tudo para decorar a letra desta música. Esqueço-me todos os dias de acordar com um Adeus definitivo. Agarro-me todos os dias à ideía de que és um sapo. Já fiz de tudo para decorar a letra desta triste música. Já rasguei fotografias. Já menti. Já apaguei mensagens.Já chorei. Já me apaixonei por outro. Já me arrependi. Já sonhei com outros futuros.Acordei. Hoje, vou decorar esta letra, senti-la, vivê-la. . Adeus príncipe-sapo.

Era uma vez...

...uma menina chamada Carrie. Essa menina era muito (e aqui há várias hipóteses: ingénua? burrinha?) ... romântica. Para ela não havia nada melhor do que estar apaixonada, de andar de romance, de trocar mensagenzinhas de boa noite, de andar a saltitar pelas ruas com um sorriso na cara. Sim, porque é esse o efeito que a paixão tem nela: fica INSUPORTÁVEL, sempre a sorrir, a dizer que a vida é bela, que os passarinhos cantam e que o sol brilha.
A Carrie teve algumas paixões ao longo da sua vida. Geralmente a sequência era a mesma: conhecia um menino que lhe chamava a atenção, por uma via ou outra começavam a comunicar (e a iniciativa podia partir de qualquer um dos lados, ela não se importava de se mexer e enviar a 1ª mensagem, a vida são dois dias, há que vivê-los sem pensar em grandes esquemas). A partir daí, ou a química inicial não passava disso e a história ficava por aí, ou então crescia... e quando crescia, os meninos combinavam uns programinhas, e a paixão começava a dar um ar de sua graça!
Até aqui tudo simples... até um belo dia, que a Carrie conheceu um menino. Esse menino era especial. Especial porque era diferente dos outros meninos que a Carrie tinha conhecido: era mais forte que ela. Sim, ela tinha a mania que era sempre muito forte, e que não se deixava magoar, e que mandava. Mas esse menino, que daqui para a frente se chamará de Sebastião (tinha de ser um nome digno de um príncipe), não entrava nestes joguinhos. Ele é que sabia o que queria e quando. A Carrie ao princípio ficou chocada: “o que é isto?? Perdeu a cabeça, nem me conhece de lado nenhum!”. Mas aquilo mexeu com ela. O Sebastião foi persistente, e a Carrie decidiu pela 1ª vez baixar as armas e arriscar. Porque não?
E assim foi. Um programinha passaram a 2, a 3, e por aí adiante. Riram juntos, apoiaram-se, cresceram. Passada a fase de “euforia” inicial, os defeitos começavam a surgir (de ambas as partes claro, a Carrie era uma menina bem consciente dos seus: mau feitio, alguma teimosia, necessidade de algum mimo e atenção, impaciência... Mas como esta história é para falar de sapos e não sapas, passemos à frente.) As discussões, as exigências. E aqui, mais uma vez, um escolha: ou a história acabava aí, ou, se valesse a pena, resolviam-se as divergências. E a verdade é que o Sebastião, como um verdadeiro principe que era, sabia contornar qualquer situação menos positiva e pôr a Carrie a rir em 3 tempos... e olhem que não é tarefa fácil!
Tudo parecia caminhar no bom sentido, fosse ele qual fosse. Até porque nem havia necessidade de grandes definições, eles estavam juntos porque gostavam, o resto não interessava...
Até que um dia (para estar aqui, esta história tinha de ter um final infeliz) tudo acabou. Porquê, esta narradora não sabe. Mas tudo o que ela julgava do príncipe se desmoronou. Ele parecia forte, e afinal era fraco. Ele parecia crescido, e afinal era uma criança. Ele parecia coerente, e afinal era o extremo oposto. Ele parecia valer a pena, e afinal... valeria?
E a Carrie sofreu. Chorou, ficou magoada, tão magoada que lhe doía o coração. Estava pequenino como uma ervilha. Sem perceber como nem porquê, o seu príncipe tinha-se transformado num sapo viscoso. Mas a sorte da nossa personagem principal é que a força que ela julgava ter era real. E com o tempo (sim, porque o tempo cura TUDO), ela recompôs-se. “Quem cai, levanta-se”, pensou. E assim o fez. Lambeu as feridas e seguiu em frente.
A verdade é que não foi a 1ª vez que se magoou, nem será com certeza a última. E sim, cada vez é mais díficil levantar-se. E cada vez que surge nova paixão, a entrega é feita com um pé um bocadinho mais atrás... Mas a vontade está lá. A ingenuidade, o romantismo, esses ninguém lhos tira. Porque, para ela, continua a não haver nada melhor do que estar apaixonada.
Como esquecer? A Carrie nunca esqueceu, porque quem esquece não aprende, não vive de verdade. As lembranças ficam lá.
Nos primeiros dias é preciso sair com as amigas, comer doces, ouvir música animada. Por muito que seja a última coisa que apetece. Convém ter umas amigas como as da Carrie (as melhores do Mundo), que a arrastam para tudo o que é festinha, quer ela queira quer não. Ah!, e o pormenor principal: a compra de uma peça de roupa/acessório novo, daqueles que custam os olhos da cara, mas uma vez que se acabaram os gastos em telemóvel e em jantares românticos, vale a pena o investimento. E um corte de cabelo, nem tem de ser radical, só tem de melhorar em qualquer coisa o aspecto da Carrie. Ao fim de 3 dias mais ou menos, vem o dia da choradeira. Passado o choque inicial, há que fazer o luto. Ver uns filmes tristes (recomenda-se o City of Angels ou o Notebook), pôr aquele cd das músicas dele enquanto se apagam as mensagens (relidas uma por uma), os emails, se tiram as fotografias do quarto. Esse dia tem de ser passado sózinha. E assunto encerrado! É meio caminho andado para uma total recuperação do bom humor.
A partir daí, entra numa fase ascendente. De pensar nisso a todo o segundo, passa-se a uma vez por hora.E depois a uma vez por dia. Até que um dia, antes de deitar, se lembra que não pensa no sapo há uma semana. Que bom! E o espaço para uma nova paixão vai sendo (re)aberta, até ao dia em que um menino seja um príncipe... e que não se transforme em sapo.
The End

Julho 09, 2006

Futebol não é só para os homens!

Desde cedo que gosto de futebol, não sei o que me cativou, talvez o meu avô, com quem assistia a todos os jogos do Sporting, e que, infelizmente, nunca tivemos a felicidade de assistir à vitória do campeonato deste clube juntos!
Confesso que sou fanática pelo clube verde, e confesso, também, que já fui muito mais assídua do que sou nos dias de hoje…! Comprava todos os dias de manhã o Record, lia apenas os artigos relativos ao meu clube, assistia aos treinos quase todas as semanas, pagava as minhas quotas como sócia 66.284 todos os meses, ia a todos os jogos, em Alvalade, onde ficava ao pé da Juve Leo e o simples facto de estar ali, a gritar, a puxar pela minha equipa me fazia sentir feliz, e, não sei se por coincidência ou não, o Sporting foi campeão nesse ano! Que fique bem claro, não ficamos 18 anos sem ganhar mas sim 17!
Não concordo que o futebol seja só para os homens, são muitos aqueles que gostariam de jogar tão bem como algumas jogadoras do futebol feminino! É um desporto cada vez mais assistido e feito pelas mulheres, porque, como toda a gente sabe, por trás de um homem, há sempre uma grande mulher!
Acredito que hoje em dia os homens começam a aceitar mais o facto da mulher querer também opinar sobre futebol, ou não fossem as chamadas de atenção, no mau sentido, cada vez menos frequentes…!
Acredito também que as mulheres dão um saborzinho agradável na assistência de um jogo! Por muito que me digam que só estão a ver a bola, há sempre tempo para desviar o olhar… Viva às mulheres!

Julho 06, 2006

A minha veia Patriota!

A verdade é que ADORO futebol, não consigo esconder... Este desporto, que move massas, a mim deixa-me em perfeito êxtase: pela emoção, pelos momentos, pela ânsia, pela proximidade e principalmente, por ser um evento de cada vez que o Benfica joga!
Confesso: não sei o que é um fora de jogo, não percebo muito bem o sistema de faltas e de cada vez que passa um jogador mais engracadinho rebarbo um pouco! OK! DESCULPEM LÁ...
No entanto, confiro ao futebol, e principalmente à selecção Portuguesa, uma tarefa bem mais importante que 11 homens musculados que correm atrás de uma bola... Calma meninas, eu explico:
Portugal espera, há mais de 420 anos, pelo regresso de D. Sebastião, morto na batalha de Alcacerquibir. O “Sebastianismo” sobrevive da crença das cruzadas e da saudade das glórias passadas e da frutração pela ocupação estrangeira ( quando o o rei espanhol Felipe 2º ocupou o trono português). Esperamos, acomodados, por um rei que não virá e por isso não lutamos por novas glórias e pacientes esperamos por mudanças que não chegarão a não ser que lutemos por elas.
O futebol, por seu lado, une-nos! De repente, esquecemos ódios e raivas e abraçamos o nossos inimigos saltitando ao som do GOOOOOOOLLLLLOOO, gritado com vontade. Somos fortes, coesos e estamos prontos para tudo! Assim, fica aqui a minha dica, respondendo à nova tendência “scolarista” que por aí, tanto se fala: - Aproveitemos a onda gerada pelo mundial para sermos mais patriotas e unidos e tentar vencer não só o próximo Europeu (já que o mundial foi-se...), como outras batalhas ainda pendentes!
.
(OK!!! Está um bocadinho populista mas, soo what? ‘Tou lixada: perdemos!)
.
OK OK!! AS MULHERES E O FUTEBOL = Beckham + Canavarro + Torres + Ljunberg + Owen + etc

Julho 05, 2006

Qual cinema ao domingo à noite. Estádio comigo!

Sou a mais velha cá em casa e quando eramos mais novos o único macho nunca teve problemas em querer jogar à bola. Qual parede qual quê! As manas sempre jogaram com ele. Passei pelo periodo de maria-rapaz (com muito gosto) e a primeira vez que fui parar às urgências foi com um braço partido por estar a jogar à baliza. Quais barbies quais quê! Deixei-as sozinhas a chatear o ken. Sempre tive muitos amigos com a paixão pelo mesmo clube. Quais tardes em casa a falar sobre os primeiros beijinhos na boca no Whisper´s, qual quê! Claque do meu clube com os meus amigos! Golo ou confusão? Ficava eu e a rosa peixeira sozinhas no meio da bancada. Anos mais velha e sempre uma acessa paixão pelo meu clube, confesso que não vibro tanto com a Selecção. Acompanhei apenas um jogo durante o Euro. Tenho acompanhado, distante, os jogos do Mundial. Admiro os jogadores mas não considero que tenha falta de patriotismo, apenas sou sincera, ao não adorar esta onda "xitante " de corpos nus a balançarem-se nas avenidas novas da capital, a gritar: PORTUGAL! Para mim patriotismo é ir às urnas e lutar pelos interesses do país. (Se me comentam que ninguém confia nos políticos por isso não votam, digam-me que o negócio do futebol é honesto sff. nota: têm passado comentários exelentes sobre os dinheiros da FIFA e etc no canal de notícias). Futebol é um desporto, não um orgão que legisla a comunidade. À parte desta minha visão calma sobre a selecção, considero-me uma lady do futebol e tenho como regra no meu fim de semana, de quinze em quinze dias, ir ao Estádio. Continuo a preferir este programa em vez de ir beber café com amigas, continuo a vibrar com a mesma intensidade (muita pena minha já não roer as unhas e nem dizer palavrões) e defendo que o papel da mulher portuguesa,que queira jogar cá é nas bancadas e não no relvado. Que vão para o Japão porque lá dão-lhes o devido valor. Uma grande senhora e amiga do seu namorado será :aquela que organizará grande almoçarada em casa para os amigos, antes de um jogo de futebol. Um grande senhor e amigo de sua namorada será aquele que lhe diz: Querida, ajudo-te arrumar tudo quando voltarmos JUNTOS do jogo! :P

A combinação mais que lógica

Tenho de escrever hoje como forma de terapia. Estou nervosa. Não, estou EM PÂNICO. Já sonho com o jogo há três noites, sendo que as duas últimas já foram pesadelos: Cristiano Ronaldo lesionado, Maniche raptado e mantido refém pela claque inglesa, Deco preso por atacar o árbitro que lhe mostrou o cartão... E eu sempre lá no meio a tentar resolver tudo para que a nossa equipa estivesse completa e em condições de ganhar as meias finais (sim, trabalho em produção, vivo a resolver stresses, até nos sonhos!).
Sou mulher e gosto de futebol. Gosto muito de futebol. Não sou, nem tenciono ser, uma daquelas pessoas que sabem os nomes de todos os jogadores de todas as equipas, onde jogou este ou aquele no seu percurso futebolístico, nem tenho muita paciência para rivalidades clubísticas. Odeio extremistas que têm cachecóis a dizer “anti-lampiões” da mesma forma que odeio os que têm a dizer “anti-leões” ou “anti-dragões”. E acima de tudo detesto homens que acham que à partida uma mulher não percebe (ou não deve perceber) de futebol! Eu sigo atentamente os jogos da minha equipa, e vibro. Percebo as regras, sei distinguir quando é ou não fora de jogo... e vibro. E quando não sei, pergunto... e vibro!
No campeonato, grito e sofro pelo meu querido Benfica (vou ser atacada por comments negativos, não vou? Men are so predictable...). Acho que não há emoção maior do que ir ao estádio ver um grande derby, cantar com a claque, sentir as energias no ar. Choro, grito, digo palavrões com fartura, e arrepio-me, emocionada com uma multidão encarnada e branca toda a gritar pelo mesmo: glorioso SLB!
Nas competições internacionais, grito e sofro pela nossa Selecção. No Euro tive o privilégio de trabalhar com dois dos patrocionadores principais, o que me permitiu ir ver os jogos de Portugal (e não só) nos estádios. Estava lá nos penaltis contra a Inglaterra, estava lá na meia final contra a Holanda (grande golo de Maniche), e estava lá na derrota contra a Grécia...
E agora o Mundial. Há muito boa gente que se recusa a ver jogos comigo, ou pelo menos em sítios públicos. Carrie vira bicho. Não sei o que acontece, eu até sou uma menina bem educada, mas a ver futebol vem ao de cima o mais brejeiro que há em mim. É palavrões, é gritos, é assustador. Os meus amigos passam por vergonhas como a famosa da Portugália (“a menina se não se acalma vai ter de sair, e levar os seus amigos”...), levam com imperiais que eu sem querer atiro para o ar nos meus gestos efusivos... Desculpem!
Sou supersticiosa, se ganhamos o 1º quero ver todos os outros com as mesmas pessoas, com a mesma t-shirt, nas mesmas condições. Preciso de amendoins, as unhas já se foram no 1º jogo. Odeio que gritem golo antes de ser, passo-me. E que me mandem calar? Ui, é o pior.
Mulheres e futebol, a meu ver, é uma combinação perfeitamente lógica. Os jogadores são homens, os árbitros são homens, os treinadores são homens.Mas nunca ouviram dizer que por trás de um grande homem está sempre uma grande mulher? Nós sempre gostámos de futebol, a verdade é essa. É tanto o desporto Rei... como é o desporto Raínha!

Julho 04, 2006

Acto de contrição

Por acreditar que a vida continua de outra maneira, junto daqueles que também amo, iria preocupar-me com três questões: . de manhã, marcar uma grande jantarada com toda a minha família; . passaria o dia numa tentativa de resolver a razão pela qual o mundo iria acabar. Quando quero torno-me cansativa e não desisto de projectos facilmente, por isso iria atrás da solução até às oito da noite. . ao deitar-me ao lado dos meus manos iria pensar em tudo o que fiz e no que deveria ter feito nesta passagem da vida....: Acto de Contrição-Pelo que não fiz, perdão! Pelo tempo que vi, parado, correr chamando por mim, pelos enganos que talvez poupando me empobreceram, pelas esperanças que não tive e os sonhos que somente sonhando julguei viver, pelos olhares amortalhados na cinza de sóis que apaguei com riscos de quem já sabe, por todos os desvarios que nem cheguei a conceber, pelos risos, pelas lágrimas, pelos beijos e mais coisas, que sem dó de mim malogrei — por tudo, vida, perdão!Adolfo Casais Monteiro

Julho 03, 2006

Não pára!

O que faria hoje se o mundo acabasse amanhã??? Quero deixar bem claro, antes de começarem a ler, que limitei-me a dar “asas” à minha imaginação, sendo que qualquer relação com a realidade é pura coincidência. Devo também informar que todo o desenrolar do meu dia dependeria das horas a que soubesse da notícia, contudo, acabaria sempre da mesma maneira. Calma, já lá vamos! Uma coisa é certa, não teria tempo para tudo… Após ter tomado conta da ocorrência corria para o colo dos meus pais, despedia-me com mega beijinho e deixava-os, também eles teriam que se despedir! Depois saía porta fora e, aí sim, começaria o deboche: corria nua pelas ruas de Lisboa, passando pela sede do PS onde faria a minha “obra” mais mal cheirosa e ruidosa, passava pelo Hotel D. Pedro, na suite presidencial onde tomava um banhão na companhia de quem encontrasse pela frente, com vista sobre a minha rica cidade… teria uma refeição de luxo, com tudo a que teria direito, melhor champagne, melhor lagosta, melhor carne, ai, tudo!! Depois de tanta caloria ia brincar aos pais e às mães até achar que era suficiente, por enquanto… Ia num instantinho a praia, mergulhar no oceano, ver pela última vez o pôr-do-sol, a ouvir um som, estilo Nitin Sawhney, e beber um vinho tinto, por exemplo, Esporão Reserva Tinto 2001. Depois deste momento, ia buscar um iate, para ir até a Cascais, teria mais uma refeição e mais momentos a-dois… Voltava para Lisboa, directamente para o aeroporto, onde apanhava o primeiro avião e olhava na primeira fila aquilo que acontecia na terra… Como é óbvio, iria no Cockpit na companhia de alguém que no momento certo me faria explodir …! Enfim, suposições…!