Junho 30, 2006

Happy ending

Pensei, pensei e pensei... e não cheguei a nenhuma conclusão brilhante. O que é que eu faria se o Mundo acabasse amanhã?... Há várias formas de abordar esta questão.
A forma querida: ah e tal, passava o dia com as pessoas que mais gosto, abraçados e a dizer que nos adoramos imenso e que a vida não teria feito sentido uns sem os outros.... Ou então não!
A forma estilo "a Vingadora": Dava umas peras a umas pessoas que ficaram por levar e que fizeram por merecer. E uns pontapés nos tintins de uns meninos que abusaram da sorte... Ou então não!
A forma "chill out": passava o dia a ter conversas filosóficas sobre o mundo acabar, a fumar umas quantas ervas ilícitas, e ver o pôr do sol... Ou então não!
A forma sexual: passava o dia a fazer bébés livremente sem medo de efectivamente os fazer. Sim, claramente contigo. Experimentar tudo o que alguma vez me passou pela cabeça, e que só de pensar nisso coro, em todos os sítios que me apetecesse, e de todas as maneiras. Ou então... sim! (ahahah)
A forma apaixonada: passava o dia a dar beijinhos a todos os rapazes que alguma vez achei piada e nunca disse, a todos os gatinhos que passassem por mim na rua, a todos os meus ex-namorados que eu gostei mesmo a sério. Ou então não!
A forma gulosa: passava o dia a comer TUDO o que mais gosto, como se não houvesse amanhã (e não havia, não é?). Molhos, fritos, petiscos, chocolates, leite condensado directamente da lata... Salada? O que é isso??? Nutela às colheres! Ou então não.
A forma night life: passava o dia a beber copos e a dançar, dançar dançar... Ou então não!
Eu sou uma pessoa muito pragmática e admito que não tenho o melhor dos feitios... o que tenho a dizer digo, o que tenho a fazer, faço. Assim, à partida elimino aquela história das peras e dos beijinhos por dar. Não tenho muitas pontas soltas, deixo tudo bem resolvido! E tudo o que me tem apetecido experimentar, tenho feito... o que deixava uma grande parte do meu dia livre.
Assim sendo, gostava de passar o último dia com as pessoas que mais gosto, amigos e família. Com muita conversa, e galhofa, o pagode. Na praia (sim, porque se no último dia do Mundo não estivesse bom tempo, chegava lá a cima e esganava o São Pedro!), dentro de água, cheia de sal. Com música, para dançar muito. Com muita comida boa, para todos os gostos... com toneladas de sushi só para mim! Com alguns copos, mas não demasiados, para aproveitar cada minuto. E depois de uma grande pôr do sol, algum love making (não, não ia ser hipócrita ao ponto de não pôr isto. Ah fazia pois, e não era pouco!)...
“Anunciaram e garantiram que o Mundo ia-se acabar... e sem demora fui tratando de aproveitar!”

Junho 29, 2006

To Do's!

Se o mundo acabasse amanha eu provavelmente não o saberia, despistada como sou...

Junho 25, 2006

You are the right kind of wrong....

Antigamente perdia as estribeiras.Agia como se fosse o último acontecimento ao cimo da terra...Hoje, ponho a mão na anca, a outra a segurar a cabeça e penso: "CALMA!". Existem quatro tópicos que me dão a volta à barriga:
  • mentiras,
  • injustiças,
  • promessas,
  • manipulações.

Não é que as pessoas não devam desculpar....Mas pensem lá, numa relação tudo muda ao descobrimos a primeira mentira. "Bolas, querias ir sair dizias que querias ir sair ! Não era preciso passar pela vergonha de ouvir a tua irmã, dias mais tarde, comentar connosco o quanto vocês se divertiram nos anos da Mariana!" .E eu a ter de dar um ar de quem está a par de tudo e que fico felicíssima por saber o quanto foi uma "ramboía" à antiga!

A minha balança da justiça tem de estar muito equilibrada. "Passo-me da mioleira quando me põem num grupo de benfiquistas.Eu sem direito a falar, só tu e nem me defendes! Sou a única sócia do SCP.Porque raio é que não és Homem e dizes que isso é injusto? Não és meu namorado?".

"Ouve lá Zé , se não querias estar mais comigo dizias logo. Não me venhas com coisas de que agora afinal não dá porque tens de trabalhar e que nos fins de semana queres estar com os amigos!" Podias-me ter poupado os sonhos.Só me revoltam mais do que a tua ausência. Promessas....

O fenómeno manipulador é do piorio....Andarem a controlar a minha vida como : mandar mensagens a saber se estou no sítio tal e se estou para "tomarem" conta de mim!Até hoje não sei quem é pior...os amigos/as que caiem na ratoeira, se aquele que tenta manipular. A pior manipulação será a do diálogo cansativo. Isto dá-se quando tu tens sentimentos como : gostava imenso que ele me ligasse durante o dia ou enviasse uma mensagem a dizer bom-dia!E o idiota, durante quatro belas horas, tenta alterar-te a razão/sentimento que tens por uma tal utilidade da distância/saudade/trabalho útil. "Vai mas é pastar a Bagdad !". No fim de contas eras um inútil no trabalho e não te apetecia dizer era nada.

Existem ainda coisas pequenas que não me tiram bem do sério.Revoltam-me suavemente, como:

  • Para que PORRA foste pedir o meu número se não telefonas?
  • Porque é que gritaste ao mundo que eu era a tua menina se não querias ficar comigo?
  • Porque é que vais sair para o Porto ?Não há discotecas suficientes em Lisboa e Cascais?Deve ser como a Tia João bem dizia: "Quem não quer comer pescada cozida todos os dias é melhor que vá jantar fritos à Covilhã!". Não me venhas com tretas que queres ir ter uma noite de amigos....Yah!
  • Praia dos salgados/ noite de São Martinho : "voltas a passar por mim sem me falar mais uma vez, depois de uma noite inteira a falar comigo e o próximo a testar a veracidade da bandeira encarnada (sem nadador-salvador na praia) ÉS TU!"
  • voltas a dizer-me adeus ao longe depois de estares horas a falar comigo ao telefone; voltas a não me mandar uma mensagem a perguntar se cheguei bem a casa; voltas a dizer que não deste importância quando me viste naquele sítio, às xs horas com não sei quem , porque querias marcar a diferença...E o meu desprezo, podes ter a certeza, é que te marcará para o resto da vida!

Acho não...Depois de escrever isto , tenho a certeza que até sou bem calma quando me tiram do sério....:)

Letter to the men of my life II

Porque cada um que passou pela minha vida teve o seu lado negativo, e porque cada um me tirava do sério de alguma maneira, este post é para eles. Cada frase, cada parágrafo, cada palavra.
Tira-me do sério quando me acordas com discussões ou zangas. E quando adormeces amuado.
Tira-me do sério quando não me olhas nos olhos numa conversa séria. Se não sentes o que estás a dizer, não digas. Se estás a fugir ao tema, não fujas, enfrenta-o. Se estás a “fingir que eu não existo”, vá lá, não sou nenhuma criança! Dá-me a importância que eu mereço, não? Ou, pior, se estás a mentir... não te esqueças que mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo. E mentira é a única coisa que nunca perdoo.
Tira-me do sério que não me abraces quando eu me sinto pequenina neste Mundo. Não custa nada um abraço.
Tira-me do sério quando fazes joguinho e não respondes às mensagens durante horas. Ou não me ligas nenhuma o dia todo. Detesto joguinhos, só provocam confusões.
Tira-me do sério quando me levantas a voz. Eu não sou surda, a sério. E não és meu pai.
Tira-me do sério quando dizes “não, não somos namorados” à frente de toda a gente. Fechas portas, e depois se as queres abrir... pode ser que não consigas.
Tira-me do sério quando estás comigo há horas e mesmo assim não percebes se estou triste ou contente, se preciso de um abraço ou de silêncio. E, mesmo que eu tenha mostrado tintin por tintin o que queria, fazes exactamente o contrário.
Tira-me do sério quando te encostas ao bar a noite toda. Bora dançar??
Tira-me do sério quando corto o cabelo, ou quando fico horas a pôr-me bonita só para ti... E tu nem reparas, ou se reparas não comentas. Dá trabalho, sabes? E era só para ti... Olha, aquele menino giro está a olhar mais que tu. Hum, será que fiz a aposta errada?
Tira-me do sério quando te esqueces de uma data importante. É para isso que servem as agendas!
Tira-me do sério quando eu tenho os meus ataques de mau feitio.... e tu discutes comigo. Não vale a pena, ainda não percebeste?
Tira-me do sério quando marcas um fim de semana, um jantar, um programa surpresa... e desmarcas porque afinal “o Gonçalo faz anos e há jantar de homens, esqueci-me!”. Detesto surpresas estragadas.
Tira-me do sério quando não te pões com cíumes. Estás assim tão seguro que te quero só a ti? Às vezes há que defender o território... para ele não se sentir abandonado, ou ser invadido por terceiros.
Tira-me do sério que nunca me surpreendas. Se há rotina agora, nem quero imaginar aos 40 anos...
Tira-me do sério que nunca me dês razão. Fazes-me sentir uma pita que só diz disparates. E olha que posso ser muitas coisas, mas burrinha...
Tira-me do sério que não me raptes todos os dias. Quero-te!
Tira-me do sério que não te dês bem com as minhas amigas, com os meus irmãos, que não estejas bem em minha casa. São tudo o que é importante para mim, e se não gostas do que vem com a encomenda, não gostas de mim.
Tira-me do sério que me deixes ir dormir zangada. É a pior coisa que me podem fazer, e tu não te preocupas. Garanto-te que no dia a seguir a minha zanga passou de lobo a leão raivoso.
Tira-me do sério que sejas incoerente. Um dia mostras-me que me adoras, e no dia a seguir tratas-me como “mais uma”, e no outro dia volto a ser uma princesa... Decide-te. Ou queres ou sai de cima.
Tira-me do sério mau cheiro por causa do que fumas, estalares os dedos, aquele barulho HORRÍVEL de coçar a garganta, que deixes o toillet seat up, que deixes tudo desarrumado, que te atrases (ai o quanto eu detesto atrasos!), que não puxes o autocolismo, que deixes os ténis mal cheirosos dentro do quarto. Eu não sou nada mete-nojo, mas há limites!
Tira-me do sério que não acertes no presente, na surpresa, no filme, no que eu mais queria. Porque não me ouviste, porque não me conheces, porque não me queres feliz? Sou tão fácil de agradar...
Tira-me do sério que me não dês mimos, ou que me mimes demasiado. Que mandes sempre e nunca me deixes mandar... ou que nunca mandes. Que me agarres demasiado e não me deixes respirar. Ou que não me agarres o suficiente...
Tiras-me do sério.

Junho 24, 2006

Tiras-me do sério!

Na vida há muitas coisas com as quais não concordamos e, algumas delas, tiram-nos do sério!
Irrita-me a falta de capacidade de discernimento das pessoas. Não saberem decidir aquilo que querem, dando ouvidos às opiniões dos outros para decidir a sua própria vida! Hello? A vida é de cada um, e se somos responsáveis pelas opções que tomamos, se somos nós que vamos sofrer as consequências dos nossos actos, então que sejamos nós, também, a decidi-los. Isto para mim representa falta de personalidade, comum a muita gente. Eu própria já fui assim, até ao dia em que uma decisão que tomei, fi-la por ter dado ouvidos a outros e quando me arrependi foi tarde de mais, e a partir daí pensei, tudo bem, as opiniões de quem se preocupa comigo interessam-me e têm o valor que têm, mas de agora em diante serei eu mesma a decidir aquilo que eu quero, chega! Porque se os conselhos e opiniões fossem verdadeiros e se representassem aquilo que realmente devemos fazer então não se davam… Mais, A NOSSA FELICIDADE NÃO ESTÁ NOS OUTROS, ESTÁ DENTRO DE NÓS! A vida é de cada um...
Irrita-me a mentira e falsidade e se me conhecem sabem que sou frontal e não gosto de esconder as coisas… Mentira tem perna curta, mais tarde ou mais cedo sabem-se as coisas… É verdade que já menti, é verdade que já enganei, contudo, sei que tenho idade para ter juízo! Podem não ser muitos anos, mas já aprendi algumas coisas!
Irrita-me julgarem-me e fazerem uma ideia de mim sem me conhecerem o suficiente! As coisas constroem-se, não são do dia para a noite!
Irritam-me as desculpas esfarrapadas, que se inventam na hora por ausência delas ou por serem duras demais… mesmo que sejam fortes, prefiro a verdade!
Irrita-me a traição! É uma palavra muito forte, mas que infelizmente é cada vez mais usada para justificar fins de relacionamentos!!! Espero que nunca me bata à porta, contudo, e porque não sou imune a que tal possa acontecer, prefiro não pensar naquilo que possa fazer!!
Irritam-me outras coisas como jogos emocionais, brincadeiras de mau gosto, convencidos de mais… Tiras-me do sério!

Junho 23, 2006

"10 things I hate about you"

Este tema para mim é mais fácil que o anterior (que, de resto, me safei airosamente)! Sou conhecida pelo meu mau feitio e por ser uma pessoa pouco tolerante, fruto de experiências em que o beneficio da duvida, claramente, não foi a melhor opção.Ao jeito de “10 things I hate about you”:
1. Tira-me do sério que me mintam ou que me iludam com meias verdades
......"Foram eles que me obrigaram, achas que eu queria ir ao Passerelle?!, please!"
......"Ok! E agarrares nas maminhas dela, também foram eles?!"
2. Tira-me do sério que (sequer) pensem que me podem enganar.
......"A sério, eu não fiz nada, eu tava ‘sossogadito’ e ela saltou-me à boca, do nada!".
.....“yeah, right!"
3. Tira-me do sério que me julguem sem conhecer
......"Ouvi dizer que andaste aos beijinhos com o 'João', 'tou a ver que tens uma pedalada!”
......"E eu ouvi dizer que és parvo!"
4. Tira-me do sério que me queiram... de vez em quando!
......"É que ando confuso"
......"E uma sapa na testa? Será que te iluminiaria?”
5. Tira-me do sério que só me telefonem às 5.30 da manhã
......."Tavas acordada? É que me lembrei de ti!"
......"Ahhh, então não te safaste foi? E masturbação? Conheces?"
6. Tira-me do sério que façam jogos comigo.
......"Desculpa, tava com o telémovel em modo silencioso, não vi a chamada"
......"Mas quando o joao te ligou para ir jogar a bola nao deixaste de atender..."
7. Tira-me do sério que sejam machistas:
......"As mulheres devem ficar em casa a tratar dos afazeres domésticos"
......"Ok! Se o teu jardineiro for o Miguel Lopez"
......(Miguel Lopez = jardineiro do “desperated housewives” muahahah)
8. Tira-me do sério que me tirem liberdade:
....."Vais sair again??? Mas não te chegou teres saido ontem e ante-ontem?!"
......"Foram elas que me obrigaram... juro!!" (it’s payback time, ver ponto 1.)
9. Tira-me do sério excessos de confiança e/ou convencidos:
......"Eu sei, não negues: tu queres-me!"
......"Sim... Pois! Tanto como... vomitar?!"
10. Tira-me do sério que sejam pouco inteligentes:
......"Espera! Não digas... eu sei essa... o primeiro rei de Portugal, não é?? Espera..."
......"Caga nisso! Pága o café e vamos embora!"
Thanks DT pela ajuda. És um fixe! (LOLOLOL)
Ps. Para quem não acreditava que eu sou MESMO a rainha da bácora acabei de mandar este texto para um do meu escritório, completamente convicta que tava a mandar uma apresentação de powerppoint, e quando ele me telefonou a dizer: "Acho que se enganou a mandar.." eu respondi: "Não, não é mesmo isso..."

Junho 22, 2006

What You and I both love !

A melhor luz que se pode acender em mim será aquela que me deixará sem reacção. No entanto, reparei que tenho algumas ideias definidas que me encantam num homem: que seja misterioso; que me ensine "coisas novas" ; que perceba de carros (desde a saber guiar...Ou simplesmente se souberem recarregar uma bateria em vez de sermos nós a ensinar , POR FAVOR, já é meio caminho andado para chamar atenção!) ; que saiba pendurar quadros ; que saiba o que quer da vida ; que seja castiço, quer seja num desporto, numa arte, numa situação de perigo....amostras de virilidade S.F.F.!; que em vez de aprender como se cozinha um bom arroz, saiba simplesmente fazer um ovo estrelado e um bom gin tónico enquanto eu faço o almoço!Claro que depois de me trazer o Expresso... "Dejate llevar, por las sensaciones que no ocupen en tu via, malas pasiones. "

Junho 21, 2006

Comunicado

Começo este "comunicado" por pedir desculpa!
Entre ontem à noite e hoje foram muitos os blogues violados por uma pessoa que se auto-intitula por Zé Cara$#%. Parece que na ordem desta fúria está um qualquer ressabiamento contra o nosso blogue, ou na pior das hipoteses, contra nós como pessoas. Sabemos agora que foram muitas as pessoas que foram apanhadas no meio disto sem saberem bem como: Mais uma vez, desculpem!
Pretendemos continuar o nosso modesto projecto sabendo que estamos expostas a boicotes deste género. Obrigada por tudo o que tem feito, desde opiniões que tanto enriquecem o nosso blog, até ao pontos de vista totalmente opostos, obrigada pelas irreverências, pelas amizades, pela força, pelas palavras de apoio e por tudo o que nos constrói. Obrigada, Life, Mia, Nodoubt, TóGama, Cidadão Comum, WaterSoul, Nitru, Punii, Francisco, Piresf, Ananiananão, mary mary, ritita br, duarte villas, zico, principezinho, vlf, xtatic, paratudo, amarela, alice, sebastião, carminho, Peu, Bernardo, Sergio, Susana, Pablito, Dad, Mano da Carrie, e todos os que nos lêem.
Para remediar esta situação sugiro que os comments do vosso blog passem por uma aprovação prévia, para isso: Façam login no Blogger --> Settings --> Comments --> “Enable comment moderation” (yes)--> Definir um email para onde serão enviados os comments e fazer um republish.
Um beijinhos a todos e desculpem MESMO,
A-quatro

Junho 20, 2006

Letter to the men of my life

Porque cada um que passou pela minha vida teve a sua importância, e porque cada um me punha louca de alguma maneira, este post é para eles. Cada frase, cada parágrafo, cada palavra.
Põe-me louca quando me acordas com um beijo na testa. E quando me adormeces com festinhas.
Põe-me louca quando fixas os olhos nos meus e não me deixas desviar... até eu não aguentar mais e olhar para o chão, para a lua, para a parede mais próxima.
Põe-me louca os teus braços (e tu sabes o quanto eu adoro braços) à minha volta, a agarrarem-me com força. Fazem-me sentir protegida, intocável.
Põe-me louca quando me mandas uma mensagem do mais X-Rated que há a meio da tarde, vinda do nada. Fico completamente improdutiva na meia hora que se segue.
Põe-me louca quando me falas ao ouvido. Coisas queridas, coisas parvas, piadinhas, segredos, pensamentos menos puros. Não há nada mais sexy.
Põe-me louca quando dizes “a minha NAMORADA” à frente de toda a gente. Sinto-me tua e de mais ninguem.
Põe-me louca quando basta olhar para mim para saberes logo se estou triste ou contente, se preciso de um abraço ou de silêncio. E, mesmo sem eu me aperceber, fazes exactamente o que eu preciso.
Põe-me louca quando danças comigo. Um homem que sabe dançar é logo mais interessante.
Põe-me louca quando reparas que vesti aquelas calças que adoras, ou que cortei o cabelo. E te pões a olhar para mim como se eu fosse a oitava maravilha do Mundo. Sinto-me nua.
Põe-me louca quando me dás uma flor, ou um postal, ou um artigo qualquer que leste e guardaste porque te fez lembrar de mim. Sinto que faço parte de ti mesmo quando não estamos juntos.
Põe-me louca quando eu tenho os meus ataques de mau feitio.... e tu não deixas. Pura e simplesmente não deixas. E a verdade é que passa. Odeio-te e adoro-te por isso.
Põe-me louca quando chego ao carro e está cheio de cartazes, quando me levas a ver fogo de artíficio, quando marcas um fim de semana e nem sei o que tenho de por na mala, porque não sei o meu destino. Adoro surpresas.
Põe-me louca quando te pões com cíumes. Como é que não sabes que eu te quero só a ti?? Adoro que duvides, só para te poder provar mais uma vez.
Põe-me louca que me surpreendas todos os dias. Estar contigo é uma constante descoberta.
Põe-me louca que me faças admitir quando não tenho razão. E não é nada fácil!
Põe-me louca que me raptes, independentemente do que eu tinha combinado, de eu estar na outra ponta da cidade. Queres-me e tens-me.
Põe-me louca que te dês bem com as minhas amigas, com os meus irmãos, que estejas bem em minha casa. São tudo o que é importante para mim, e assim provas-me que fazes parte do que me é mais precioso.
Põe-me louca que nunca me deixes ir dormir zangada. É a pior coisa que me podem fazer, e contigo sempre foi resolver logo.
Põe-me louca o teu cheiro. O meu instinto primata guia-se pelo cheiro, e o teu... é meu.
Põe-me louca que acertes no presente, na surpresa, no filme, no que eu mais queria. Porque me ouviste, porque me conheces, porque me queres feliz.
Põe-me louca que me dês mimos sem me mimar demasiado. Que mandes e me deixes mandar de vez em quando. Que me agarres mas que me deixes respirar.
Pões-me louca.

yes please!

O IRMÃO DA CARRIE!!!
(ahahahaha)

Junho 19, 2006

Quero mais, quero mais, quero mais, quero muito mais!

Gosto que me dêem beijinhos. Gosto de ficar abraçada. Gosto de viver o momento. Gosto de trocar carinhos e afectos. Gosto de trocar palavras. Gosto que me surpreendam. Gosto que me sussurrem ao ouvido palavras quentes. Sempre fui uma pessoa romântica, que gosta de momentos a dois, que imagina situações, que privilegia a companhia de quem gosto! Gosto que tomem iniciativa, mas quando é preciso, lá estou eu para dar o primeiro passo! Sigo o que quero, faço o que me parece bem! Gosto que me dominem, mas também gosto de dominar! Gosto de homens com H! Das vezes em que mais surpreendi e fiquei louca foi durante uma viagem, quando fui ter com alguém, que na altura achei que me fazia feliz, no Dubai. Eu tinha feito anos dias antes de chegar e ele não me tinha sequer ligado a dar os parabéns… Estávamos a ter uma discussão quando chega um amigo dele, que vinha de Sri Lanka, e com ele vinham uns embrulhos. Era o meu presente, uns candelabros que ele me tinha perguntado se gostava, ao qual respondi que sim, e pediu ao amigo que trouxesse… passei-me, foi bom demais! Gosto de gestos pequenos, simples, mas sinceros! Põe-me louca saber que vou ser feliz…! Como alguém me disse, sei que já nasceu…

Junho 17, 2006

Big boobs vs. no boobs

"Complexo...Psic.,termo utilizado por Freud para designar o conjunto de representações de forte carga emotiva que se encontram reprimidas no inconsciente do indivíduo e que influenciam a sua vida afectiva.- de inferioridade: sentimento experimentado por alguns indivíduos que, de uma forma geral, se sentem inferiores aos outros;ter -s: ter falta de confiança em si próprio"
Ah ah ah!! E agora?? A verdade é que eu nunca fui uma pessoa muito complexada... Sim, tive aquela fase parva em que andava enrolada na toalha pela praia, em que me achava gorda, baixa, feia, um monstrinho. Mas não tivemos todas? Nesta fase tive uma grande vantagem que só hoje em dia consigo dar o devido valor: o meu melhor amigo era um rapaz. Era com ele que eu desabafava e choramingava a dizer "não tenho maminhas, pois não?"... para ouvir a resposta que sempre vinha, e que me dizia que eu era fantástica. E o Pedro era uma das brasas do colégio, safava-se com tudo o que era míuda gira, alguma coisa ele devia saber! E, mesmo sabendo que era uma resposta que tinha o único propósito de nem sequer dar azo a qualquer tipo de conversa deste género que à partida duraria no mínimo 3h, eu ficava muito mais feliz. Isto aliado às sábias palavras do meu Pai que sempre me guiaram pelos caminhos da adolescência (e ainda guiam!), "quem não gosta não come, ou come menos", logo logo a minha auto-confiança voltava ao seu auge.
E assim cresci e me tornei no que sou, uma mulher que até gosta do que é. É verdade, as minhas maminhas cresceram muito pouco desde então (pequenas mas perfeitas!), mas eu continuo a achar que há decotes que ficam muito melhor com umas mamocas pequeninas do que com umas big boobs... e não falta por aí quem concorde comigo. E naquelas noites em que me acho um bocadinho mais "tábua" ou com um rabo anormalmente grande (porque o que me falta em maminhas tenho de sobra em rabiosque), tenho agora o Manuel a repetir as vezes que forem precisas que eu sou perfeita... ainda que seja uma grande mentira, continua a resultar!

Junho 16, 2006

" A Agenda da Mafalda "

Sem grande memória de complexos que me ocupassem muito o pensamento, recorri às minhas Agendas da Malfalda para tentar descobrir o que me passava na cabeça naquela altura. Foi uma boa viagem no tempo. Descobri que nunca fui das primeiras nem das últimas nas transformações típicas da idade. No entanto, nas agendas que li, encontrei que me preocupava um pouco com a altura, com o nariz, com o achar-me muito branca e mais tarde com a gordura. Lembro-me de ser a quarta ou quinta mais baixa da aula. Lembro-me de olhar horas ao espelho, por achar que o meu nariz não era proporcional à cara. Lembro-me que por ter cabelo castanho,achar que não deveria ter a pele muito branca, logo tinha de me queimar sempre que podia e rezava a Deus para que me tornasse a pela mais escura. Interessante foi encontrar, no dia 28 de Dezembro de 1998, a seguinte inteligente citação: "Estou muito gorda. A partir de amanhã quero ser anoréxica. " Graças a Deus, que não fui suficientemente consistente com este projecto e fiquei-me por perder uns quilitos.

Junho 15, 2006

Complexos?

Complexos? Quem não os tem? Pois eu tive, e muitos…! Quando tinha os meus 9 anos era já considerada uma rapariga bastante alta para a minha idade, e a situação piorou quando me disseram que teria que repetir a 4º Classe… Todas as minhas coleguitas davam-me pelo queixo, se não mais abaixo… e assim foi que a Axgan começou a ganhar complexos! Andava sempre curvada, e, uma vez que estava um ano adiantada, o peito começou a crescer e eu pensava que era diferente por causa disso! A minha sorte foi a Meloa, da minha turma, que conseguia ser mais precoce do que eu! Tinha menos um ano e tudo crescia a olhos vistos, mas tudo para os lados, menos em altura… Enfim, mas segundo os meus pais, essa foi uma altura que ate se passou bem… Decidi fazer musculação, anos mais tarde, porque me tinham dito que impedia o crescimento! Já no liceu, ser alta deixou de ser um problema, uma vez que os rapazes, que até então não eram tão presentes na minha vida (escolinha feminina é o que dá), tinham a mesma altura que eu… finalmente seres ao meu nível!! No entanto, outro complexo apareceu… Qual??? Achava que era gorda e que ninguém olhava para mim. Foi aí que deixei, literalmente, de comer, fumava cigarros pensando que iriam a ajudar a perder os kg’s que tanto queria! Só que tudo não passava da minha fértil imaginação, ou seja, Axgan era uma rapariga normal para a idade que tinha! Contudo, olhava para o espelho e via outra pessoa, foi complicado, porque meter na cabeça de uma adolescente complexada que tudo não passava de fantasias… Mas finalmente, hoje sou uma rapariga sem problemas e adoro o que sou… E, como costumamos dizer: Quem não gosta não olha!!

Junho 14, 2006

(des)complexada!

Somos todos diferentes” e “ninguem é perfeito”. Que máximas! A verdade é que toda a gente, teve ou tem complexos. Pelo menos durante um periodo das suas vidas. Eu tive e tenho 500... mil!!!
O meu nome é Dragonfly, nascida em Agosto de 1981 e até aos 14 anos andei num colégio feminino. Até aqui: Tudo fixe! Mas as crianças podem ser mázinhas, principalmente num ambiente, exclusivamente, feito de mulheres. Uiii...
Complexo “A Baixota”: Até ao 8º ano, fui das “baixinhas” da turma. Era a segunda mais baixa e depois de mim só a Ritinha, que tinha um problema de saúde que a fazia assim. Ok! Até aqui: Tudo fixe! Mas, PLEASE!!! Estava condenada a que nunca ninguem me levasse a sério! E como condená-las se eu não era “visivél” e quando era, parecia uma pulguita mínuscula. É de rir! Eu era aquela, que nas fotografias da escola, ficava ao nível do sovaco das outras. Valeu-me estes belos musculos que sovavam quem me chateava, ficava a prova: “Baixinha mas forte, bitches!!!”
Complexo “A magrinha”: SEMPRE fui esquelética. Sim!!! Parece que me raptaram, prematuramente, da Somália!! Quantas vezes terei respondido: “Não, não sou anorética!!”? De nada me valia a minha mãe, que insistentemente repetia: “Dragonfly, quando fores mais velha e continuares magrinha, vais agradecer ser assim” e eu pensava: “UAU, boa! Quem é que quer uma quarentona, velha, esquelética e cheia de rugas?? Que visão!”. Aos 14 anos era tão magra, tão magra que quando me virava de lado, desaparecia!!! Ok... Mais uma vez me valeram estes belos musculos: “Die bitches!”
Complexo “A atrasada”: Fui a última em tudo, mas em tudo mesmo! Lembro-me que depilava as pernas, não porque tivesse pelos mas porque a Catarina me disse, que quanto mais tirasse mais nasciam – eu TINHA que ter pelos, fosse a que preço fosse. Houve uma altura que até achei que não podia ter bébés só porque, não tinha pelos púbicos. (perdoem-me a minha ingenuidade mas, colégios de freiras é assim). PLEASE!! Já todas os exibiam e eu, com vergonha, disfarçava! Já para não falar, que com 14 anos, também ainda não tinha “A historia”, não imaginam os complexos e efeitos negativos, que isto trás a uma criança de 14 anos, rodeada de mulheres, altamente curvilíneas e cheias de segredos “de crescidas” para contar. Ok! Tinha a certeza: “Porque é que não me lembro onde deixei a minha nave?”
Complexo “A tábua”: Ok! Até aqui: Tudo fixe! Mas haverá maior azar do que, baixa, magra e sem curvas??? I don’t think so!!! Finalmente arranjei um namorado e o primeiro comentário que oiço dos amigos dele, foi: “Ok!! É gira! Mas, coitada, não tem maminhas!” e o que é que o Rodrigo fez?? Pergunto, eu?? Em vez de dar um valente soquete na boca de cada um, por terem comentado a maminhas da namorada, não!!!! Apenas disse: “Pois não!” e encolheu os ombros com um olhar triste!!! HAVERÁ PIOR?? Ok... Mas, e os biquinis que subiam até ao pescoço por não haver nada por onde agarrar? E a quantidade de algodão que me escorregava, perna’abaixo, no meio do dancefloor da discoteca mais trendy da altura? E a quantidade de mãos que afastei do meu decote só porque não achar que valesse a pena? E a minha primeira relação sexual? NADA justificava a falta de maminhas.
Em jeito de conclusão, resta-me admitir que o que me valeu, durante esta fase da minha vida, foram.... 7 anos de karaté e uns musculos valentes!!! AHAHAH
Agora a sério: O que me valeu foi, por um lado, o tempo que de dia para dia, me tornou mais alta (a segunda maior da turma), e que me deu todas as consequências de quem nasce mulher! Afinal eu não tinha perdido a nave!. Agora percebo e agradeço o que a minha mãe dizia: devo ser das poucas pessoas que não se tem que preocupar com dietas maradas. Por outro lado, aprendi a relativizar os meus complexos o melhor que podia: “Ok!!! Não sou nenhuma Palmela Anderson, mas há decotes que só funcionam com quem tem pouco peito!” e a verdade é que, nós, podemos disfarçar o tamanho, se quisermos ;).

Junho 09, 2006

Estará compromisso relacionado com medo?

Todos temos medo de sofrer, talvez porque já passamos por situações menos boas, onde ficámos “escaldados” da situação, onde prometemos que nunca mais vamos passar uma situação daquelas, onde só nos apetece é esquecer este mundo e o outro, pegar em nós e fugir para um destino incerto. Contudo, cair no erro de dizer “Não quero sofrer mais” é fechar muitas portas, entre elas a entrega, a entrega verdadeira! Sim, acredito que é um erro dizer que não queremos sofrer mais, porque isso então implicaria termos uma vida sem sabor. Sim já o disse muitas vezes, mas também sei que é impossível! Sempre vi como exemplo de compromisso a relação dos meus pais. Casados, tiveram um namoro de 6 anos e hoje em dia continuam tão apaixonados que parece que se conhecem à 2 anos, em vez dos 34. Nos dias que correm, aliados a uma tecnologia que não havia no antigamente, e para não se deixarem ficar para trás, trocam mensagens durante o dia a dizer: “tenho saudades! Até logo!”. E, quando paro para pensar, pergunto-me, será que é assim tão fácil? Não, claro que não. Mas a recompensa é boa? Sim, é. Sinto-me como se estivesse a fugir do tema, mas não queria deixar de dizer isto, se as coisas fossem fáceis, então para quê lutar? Enfim… Talvez aquilo que tenha escrito sobre os meus pais seja um índice de como vejo as relações!?!? Hum, não… Adorava pensar que vou ter um homem que goste de mim, respeite os meus sentimentos e aquilo que sou, que saiba fazer-me feliz, porque se assim o fosse, aquilo que receberia seria em dobro! Mas será que esta ideia me assusta? A mesma pessoa, para sempre? Quando se gosta, não se esquece…! São tantas as contradições…! Vamos lá ver uma coisa, quando gostamos mesmo de alguma coisa, queremos sempre cuidar dela, certo? Certo. Então, porque é que há o sofrimento? Porque gostamos! Pois… Um compromisso não é um bicho de sete cabeças, e quando gostamos não pomos defeitos, porque gostamos de tudo…! Amar e entregarmo-nos a alguém torna-nos pessoas únicas, uma vez que o verdadeiro amor acontece uma vez na vida… Eu gostava de encontrar esse amor, gostava de entregar-me a alguém, gostava de viver a minha vida com alguém a quem possa contar tudo: sobre o táxi que parou à minha frente e não travei a tempo, logo bati; o cão que fez xixi em cima do meu trabalho; fui promovida… Crescer com alguém e um dia poder dizer: Valeu a pena!!! Nada é fácil nesta vida, todos, de alguma maneira temos noção disso. O que quero dizer com isto é que um compromisso compreende a entrega de tudo o que somos, o que torna as coisas, não só num desafio, mas também num incógnito! “O amor é um caminho complicado. Porque nesse caminho, ou as coisas nos levam ao céu, ou nos lançam no inferno.” Paulo Coelho, Na margem do Rio Pedra eu sentei e chorei.

Junho 08, 2006

Doesn't take a genius to realise that sometimes life is hard!

Hoje as relações são medidas pela quantidade de mensagens recebidas ou enviadas?

O tema "medo do compromisso ou POR FAVOR dá-me só uma explicação!" sugere-me algumas ideias :
  • falta de clareza entre as pessoas,
  • um medo enorme de entrega,
  • jogos a mais,
  • falta de amor,
  • músicas que já temos planeadas para lidar com diversas situações,
  • manuais que se escrevem nos dias de hoje com o hilariante objectivo de :"proteger a mulher".

Este tema será provavelmente dos mais batidos num café entre amigos. É um tema fácil, com variados pontos de vista aceitáveis. No entanto, julgo que será um tema-motor entre a malta dos 20 aos 30 e muitos. Um motor que pega mas que muitas vezes gripa e como é uma moda não temos respostas sentimentais: "São botões a mais e demasiados apitos!Já não percebo nada!".

Sim...Nesta idade já todos temos um passado a considerar.Já não nos entregamos facilmente. Já topamos a milhas o género de pessoa. Já temos uma paixão que mexe mais connosco e por quem faríamos tudo não fosse a vida traiçoeira....Por isso,toca a divertir com quem sentimos química e até APARECER OUTRA QUE NOS FAÇA PERDER A CABEÇA!!

Bolas, a vida é dura! Vejamos: a Maria Framboesa andou 6 anos com o Luís Ananás. Amou. Sofreu.Desculpou mas Não esqueceu.Decidiu: daqui em diante vou-me proteger. Conheceu todas as frutas e legumes que poderia conhecer. Mas....sem dúvida apostou na defesa! Um certo dia, conheceu Baltazar Morango que vinha com um passado. Maria tinha lido tudo o que poderia ler, como normas sobre a vida amorosa que comandam géneros, horas para responder, vírgulas e pontos de exclamação.A Framboesa se o Morango não respondia ouvia : Jack Raddics- Life has never been better; se o Baltazar respondia Maria, desconfiada e insegura, punha a tocar Maria Rita- Conta outra que nessa eu não caio mais. Quando estavam juntos falavam do tempo,das obrigações no trabalho, da família, dos passatempos, ouviam músicas,trocavam carinhos e davam uns beijinhos, sem mais intimidades. Nunca falaram sobre ELES.Além da bruta falta de clareza sobre o sentimento em exploração, ambos preferiram medir pelas jogadas.Sem a verdadeira partilha, o interesse de ambos foi desaparecendo.Acabou!

A meu ver, este hipotético casal é uma amostra de muitos de nós. Por medo, defesa, por jogos a mais, por manuais que nos fazem lavagem cerebral, músicas que entendemos por lições de vida...Não apostamos e preferimos deixar uma lacuna : o amor que poderia vir a existir.

O mais grave de tudo?É que acontece tanto com os homens como com as mulheres. O Baltazar Morango sentiu tanto como a Maria Framboesa e nenhum deles pode pedir explicações. No so called livro das regras amorosas: se não havia compromisso não deviam nada um ao outro.

Eliminando a teimosa ansiedade que alimenta muitos de nós, somando um pouco de tempo para raízes assentarem uma história a dois, pensar que cada amor é uma árvore nova...Será, no meu ponto de vista, a melhor forma de evitarmos relações temporárias com pedidos de resposta que não devem ser exigidos, pois não existirá o medo de nos comprometermos. Parece-me que o que falta são génios que nos digam: a cumplicidade e clareza são os verdadeiros motores para este tema não ser tão explorado em cafés e para a vodafone não lançar campanhas de mensagens à borla!

Para que?

When I saw you, I was afraid to meet you... When I met you, I was afraid to kiss you... When I kissed you, I was afraid to love you... Now that I love you, I'm afraid to lose you.”
Tu. Eu. Uma ilusão. Um fim. E o que podia ter sido uma história de amor não é mais do que um disco partido que se repete, vezes seguidas, em vozes diferentes e todas num uníssono desconcertante. Não é preciso muito para que se criem espectativas principalmente quando encontramos no outro lado, uma vontade aparente que nos motiva na entrega. E a minha única questão, é simples: “Para que?” Um dia acordamos e não estamos à procura de nada, como de resto, são todos os nossos dias. Combinamos uma saída que nos faça esquecer a semana de trabalho, até há uma festa para a qual temos convites e o dia corre bem... À chegada encontramos um lugar mesmo em frente da entrada e depois da confusão instalada, lá conseguimos entrar. Perco-me de toda a gente e encontro o John Doe, com quem nunca troquei mais do que as comuns palavras: “Olá, ‘tás bom?”. Mas, nesta noite em particular, a conversa estende-se. Ás tantas, estamos a falar à horas e a empatia parece-me desmesurável. Mesmo, assim vou-me embora. E nunca mais o vi. Passam-se semanas e semanas e já nem pensava neste episódio quando o encontro no Bairro Alto e depois no Lux. Mais uma vez, as conversas eram intermináveis e indiferentes ao que se passa à nossa volta. Falava-me em projectos, em espanhol e em bocas atiradas ao acaso. E este é só mais um exemplo de um equivoco porque só bastou um olhar, um cheiro, um gesto, um click qualquer e apartir daqui já não dominamos nada. Somos meros espectadores de um sentimento qualquer que se desenrola à parte do nosso controlo. E na verdade, ninguém deve nada a ninguém mas, daqui advém a minha pergunta: “Para que?” Para que tanta conversa? Para que deixar arrastar? Para que a troca de mensagens? Para que as noites inteiras? “Para que?”... “Eu só queria uma explicação!!” Será que tem medo do compromisso? Será que por compromisso entendem privação de liberdade e de vontades individuais? Será que até queriam mas durante o decorrer do processo descobrem que não? Ou, será que nunca foi sentido da mesma forma? Acredito que isto se passe com homens e mulheres de todas as idades. O medo do compromisso, eventualmente, bate-nos a todos. Mas, será que podemos ser egoistas ao ponto de fazer sofrer uma outra parte, porque não somos capazes de lidar com uma situação? Eu acho que não! Acho que devemos ditar regras mal as começemos a sentir, evita tanta coisa... Homem! E mulher! Dos 0 anos aos que sejam!: Se o que queres são beijinhos, insinua-te, dá uma dica e não precisas de mais nada, não arrastes as vontade para que não se criem espectativas. Ganhas tu, ganha o outro e, não se fala mais disso. Podem ter uma noite gira com direito a beijinhos e toda a gente é feliz!

Junho 07, 2006

A "idade tramada"

Para sequer começar a abordar esta questão do compromisso, há que explicar, antes de mais, o contexto em que ela se insere: a “idade tramada”. E o que é a “idade tramada”? Os 25 anos. Ou pelo menos esta fase que começa nos 25... Sim, sou uma rapariga, bem educada, andei em bons colégios e universidades, não sou um monstro (também não sou nenhuma brasinha, mas tenho 2 olhos 1 nariz e 1 boca, tudo no lugar onde devia estar). Gosto de ler, ir ao cinema, sair à noite com as minhas amigas, ir a concertos sempre que posso. Trabalho e, melhor, adoro o que faço. Ainda não ganho o suficiente para ser independente, mas espero estar a caminhar rapidamente nessa direcção. Tenho 24 anos, quase 25... e não tenho namorado. Eis o busílis da questão. NÃO TENHO NAMORADO. E, guess what?, não estou muito preocupada. Mas (ui! como eu odeio estes “mas”), a verdade é que estou a entrar na tal idade chata, a tal idade em que já oiço a minha avó dizer “com a sua idade já tinha 4 filhos” ou as minhas tias no Natal a perguntarem “então quando é que casas?”... E isso não mata, mas mói. Sempre disse que queria casar de branco (ainda que possa parecer uma hipocrisia...), mega festa, ter pelo menos 2 filhos, e mantenho firme essa ideia. Acredito no amor acima de tudo, acho que é a força que faz girar o Mundo, que move montanhas se for preciso. Mesmo sendo filha de pais separados e de ver a taxa de divórcios crescer todos os dias, eu acredito que vou encontrar a minha metade, aquele homem que me vai completar e ficar comigo o resto da vida, e que vamos morrer os 2 velhinhos e felizes... Será que devia tatuar um “O” na testa? Assim sendo, admito que procuro a minha alma gémea. Não, não estou com pressa nenhuma, até porque tive um namoro grande (4 anos), seguido de dois de 1 ano cada, e agora é a primeira vez que estou solteira há algum tempo... O que tem tido as suas vantagens (muito mais tempo com as amigas, muito mais programinhas, menos controle) e desvantagens: menos miminho (e eu ADORO miminho), menos noites de manta e DVD, menos mensagens queridas antes de deitar. Mas também não ando a fugir com o rabo à seringa, se aparecer alguém que valha a pena, venha daí namoro! Isto seria tudo muito bonito se eles, lado masculino da questão, também não estivessem na mesma “idade tramada”...que estão. E, não querendo tornar este post um desabafo feminista, a verdade é que eles lidam um bocadinho pior que nós com isto tudo. Assim sendo, vejo-me rodeada de amigas a passar por situações muito idênticas: conhecem um menino, dão-se bem, tudo parece estar encaminhado, enrolam-se, trocam mensagens e, às vezes, umas juras de amor eterno, e passados uns dias.... ele desaparece sem deixar rasto. Porquê? Porque estão na “idade tramada” e acham que nós só queremos é casar, portanto mais vale “papar pitas”? Ou porque nos veêm mais independentes que nunca e assustam-se? Porque não se querem magoar? Ninguém quer, a ideia não é essa... Ou ainda (e esta tem surgido mais que as outras) porque saíram de uma relação grande e não se querem meter noutra? Será que não sabem bem o que querem? Qualquer uma destas respostas me parece no mínimo assustadora... Qual é o stress? Haverá coisa melhor do que andar feliz, com um romance acabadinho de começar, que parece ter tudo para dar certo, que cada dia é uma descoberta fantástica de mais uma qualidade na outra pessoa? As primeiras mensagens, os primeiros cinemas, o lanche com as amigas para comentar que ele “adora aquela música que eu adoro, fomos feitos um para o outro”... E temos de estar já a pensar se é este The One? Meu Deus, espero que não! Mas, meus caros leitores portadores do cromossoma Y, deixo-vos um conselho: quem não arrisca, não petisca. Qual “idade tramada”, esta é a melhor idade!

Junho 05, 2006

Gafes? Venham elas...

Gaffes… quem nunca as cometeu? São aquelas situações em que só nos queremos esconder, “virar” parafusos, começar a andar à roda e furar o chão, aquele momento nunca passou… nunca existiu! Mas o pior é que aconteceu… e então? Está feito, acabou, não há nada a fazer… senão uma coisa: brincar com a situação! Escolhi três situações que se passaram, todas elas, á relativamente pouco tempo:
- Noite, copos, jantaradas, amigos, quem não gosta… Pois é, eu gosto muito… e depois de um jantar entre amigos, com copos à mistura, estou no People na minha onda, quando aparece um rapaz a meter conversa… Tudo bem, até que era jeitosito… Ao fim de um certo tempo decidi perguntar qual o nome do menino. A resposta que tive foi Marco Aurélio, decidi, então, apresentar-me como Soraya…! Ao fim de mais um tempito não sei porquê, não foi iluminação, perguntei o seguinte, Marco Aurélio, agora que já sei o teu nome artístico podes-me dizer o teu nome verdadeiro? Como assim o meu nome verdadeiro? Já te disse é Marco Aurélio…! Foi bastante incomodativo…! Believe me!!!
- Aeroporto de Lisboa, eu era hospedeira de terra da TAP, estava a fazer o embarque do voo para Fortaleza… Como boa novata que era queria sempre fazer tudo, inclusive a chamada dos passageiros… Para quem não sabe, Brasil = não shengen, o que significa que tem controlo de passaporte, sendo as portas de embarque para estes países da 19 à 23…! Começo então a fazer a chamada: Atenção Srs. Passageiros vamos dar início ao embarque do voo TAP 340 com destino a Fortaleza na porta 9… Sem perceber porquê, começo a ver o brasileiro a virar costas e a ir embora…! Pensei, bô, vão no banheiro, já já estão aqui… mas não, porque via mais a cara de pânico dos passageiros… tudo a correr, tudo a saltar uns por cima dos outros, estava instalada a confusão… para voltar ao normal e para o voo não ter um atraso muito grande, sem entrar em mais pormenores, foram precisos avisos pelo aeroporto, pocilias, seguranças, muita gente, o que fez com que saísse atrasado… não queiram saber as multas que a TAP levou… enfim!!! Ah, não fui despedida…!
Por último - Estava eu a desfrutar as minhas belas férias na neve, com amigos, aqueles grupos que se juntam sempre em grandes ambientes… neve de dia, copos á noite (e outros…!), quando de repente, como que por iluminação divina, olho para o lado e vejo um belo moço! Muito bonito, com uma bela figura, enfim… chamava a atenção… Estando eu com uma amiga minha que estava a fazer ski pela primeira vez, não é que o rapaz estava na mesma situação? Ah, pois é!!! (ele faz snowboard, mas entre amigos decidiram trocar por um dia…) Deu logo para meter um dedito de conversa… ainda para mais tuga!! Conversa puxa conversa, ah e tal, vamos descer uma pista… e lá vou eu a pensar… hihihihi, este é meu… quando, mais uma vez iluminada divinamente, olho para o fortait do rapaz e reparo que tinha os olhos, um apontar para a merda e o outro para o infinito, e pensei, vamos lá ver melhor como é a fisionomia deste rapaz e tirar isto a limpo. Foi então que pedi para ele tirar os óculos, o que não fez… vá-se lá saber porquê?!?!? Só que não aguentei e tirei eu… confirmava-se… eu não sabia para onde ele olhava, e não sabia para onde virar os meus... foi chato! Como devem calcular, muitas mais teria para contar… mas a vontade opõe-se o espaço e o tempo… daí que tenha só escrito apenas 3…! Espero que gostem!!!

Devo ter muito cuidado com o que faço porque foi difícil ...Que falta de graça!

Após alguma investigação percebi que não sou muito dada a situações constrangedoras....Assim , apenas me lembro destas: 15 anos viagem de escolinha a Palma de Maiorca- estava a F´ica armada em rica para as compras que até fome desejava passar para poder comprar tudo o que estava nas lojas!Decidiu arranjar uma forma de "jantar de borla". Para quem conhece Palma, existe um paredão ao longo das praias. Alugámos todos umas bicicletas e aventurámo-nos por umas horas. Pelo caminho encontrámos uns quantos cantores, bailarinos, mimos etc. Toca de ter a brilhante ideia de : E se eu apalpar ( assim como quem não quer a coisa....) um dos moçoilos, alguém me paga o jantar?O meu melhor amigo, que sempre achou que eu não teria coragem ofereceu-se para entrar na aposta! Meu dito, meu feito. Como estava de bicileta decidi avançar por trás de um dos mimos (devo descrever que se encontravam vinte pessoas a assistir ao espetáculo do respectivo) e soltar a minha mão esquerda na direcção do seu traseiro. Assim o fiz. Porém, não estava a espera que , após o enorme salto que o mimo mandou e a gargalhada geral da plateia, ele me incluí-se no espetáculo: lançou-me um lento e simpático middle finger. 16 anos neve- fim de tarde numa estância bem francesa, onde os únicos histéricos seriam os portugueses do nosso grupo ( todas as outras nacionalidades falavam bem baixinho....), subo as últimas cadeirinhas com uma das minhas irmãs e um amigo. As pistas vazias....Cadeiras de igual modo....Miro o território que me rodeia e reparo nuns machos que iam duas cadeiras à nossa frente: "Mana olha-me aquelas brasas!".E berro:" És todo bom morenaço!Na minha terra tratava-te da saúde!E o teu amigo também não se deita fora! Olé!!!"Cinco minutos intensos desta matéria essencial....Saimos das cadeiras e temos os dois jovens sentados à nossa frente. Passo a citar: Olá estão boas?São de Lisboa ?...... 22 anos cá ´nha terra! - Recebo um telefonema de anónimo (adianto que estou traumatizada até hoje e não atendo chamadas não identificadas), durante uma calma tarde de estudo. Tinha morrido uma pessoa muito importante para mim com quem trabalhava numa associação pró-vida.(Ainda estávamos na incómoda situação de transferência de competências e conhecimento das possíveis pessoas a substituir.) A fazer grande cerimónia mas sem saber com quem estava a falar....Decido por azar dos azares, começar a dizer mal de um Bispo. Eis senão quando termino 3 minutos exaustivos de críticas negativas, oiço: Lamento que tenha uma tão má impressão da minha pessoa.

Junho 02, 2006

Tudo Eu! Tudo Eu!

A Carrie desabafava: “Sei lá... Eu não me lembro de ter dado nenhuma gafe... a sério!”, e eu, ria-me baixinho e, pensava: “Ainda outro dia fizeste três pingas de xixi perna’baixo, porque não tens jeitinho nenhum para o teatro e dizes-me que não dás gafes??? Yeah... right!!!.” No entanto disse: “TODA a gente já cuspiu bocados de m&m’s que estava a comer, para a cara do rapaz mais giro do liceu”, pronto... OK! Nem todos mas eu?? Seguramente!! Sou a rainha do constragimento, e quem me conhece sabe que não estou a exagerar. A laia da imitação, vou enumerar selecção das minhas 3 melhores:
Situação I – Fim de semana no Porto, iamos todos para a ramboia e nada podia parar-nos! Depois de ter gasto mais de duas horas ao espelho, eu sentia-me: P-E-R-F-E-I-T-A! Escolhi umas calças que me ficam a matar, porque me fazem um rabo “como deve ser!” e um top discreto de decote atrevido! Sentia-me bem, gira e a minha confiança reflectia isso e muito mais!! Seguimos, de passo firme, para uma das discotecas mais frequentadas do Porto! Entre copos e risadas, eramos os reis da noite. De repente, começou-nos a cheirar a queimado e eu, divertidissima, gritava: “ O Porto está on fire com a nossa presença” e dançava alegremente enquanto o cheiro se agravava. De repente oiço alguem: “FOGOOOO!!” e apontava frenéticamente para mim. Sim! Eram as minhas calças que estavam a arder. Conclusão: Um banho de coca-cola que uma rapariga, em desespero de causa, me atirou. (De repente já não era a rainha da noite. Dragonfly = 0% orgulho)
Situação II – Dia de trafico no rato, como de resto: nada de novo! Dragonfly passeia-se alegremente quando avista, parados no sinal, dentro do volkwagen preto, o Pedro e a Joana, pensando numa “partidinha descontraída”, esconde-se atrás do carro e surrateiramente, abre a porta de trás, entrando “à bruta” , e grita com toda a força que tem nos pulmões: “Qué que foi esta merd”#$, caral#$&?? “ e ainda: “Passem-me a guita toda, fod#$%!!. Estupefactos, olham para mim, não riam nem choravam, apenas piscavam os olhos. Sim, não era a Joana nem o Pedro, eram duas pessoas que eu nunca tinha vista na vida. Conclusão: Sei que ponderaram levar-me ao Julio de Matos. (Dragonfly = -10% de orgulho, imaginem os carros, que atrás, viram tudo)!
Situação III – Fui almoçar ao golf do estoril com os meus avós, programinha que ADORO, tendo em conta a qualidade de serviço, comida e principalmente as entradas que são geniais: pão de vários tipos + manteiga + patê + azeitonas + queijinho do melhor. Entretanto, levantei-me e fui à casa de banho e de caminho encontrei o Tomááááás (reparem que estendi o “à”, porque o tomáááás, era a B-R-A-S-A, um Deus Grego)! Histérica falava com ele, mexia no cabelo, ria-me exageradamente e dava o melhor do meu charme... Oh Meu Deus: ele era mesmo LINDO! Ia reparando que ele, de vez em quando, desviava o olhar e eu, tratava rapidamente disso, com mais uns risinhos. Chego à casa-de-banho, depois de meia hora disto, e... Sim! Cheia de coisas pretas, das azeitonas que comi, nos dentes. Conclusão: No comments! (orgulho = -70%).
Para mais situações embaraçosas, que envolvem sapatos diferentes no meio do bairro, conversas despropositadas, saidas brilhantes, etc etc. Por favor contactar: Dragonfly “ A gafe andante!”

Junho 01, 2006

Top 5

Eu sou absolutamente perita em situações constrangedoras. Só de pensar nas 1500 gaffes que já cometi, começo a rir-me sózinha e a corar. Sim, porque corar é comigo! Fico de uma tonalidade até hoje nunca atingida por nenhum ser humano, apenas por camaleões. É melhor fazer um pequenino top 5, só para terem uma noção do terrível que é ser eu, ingénua e inocente, por vezes passando até por burrinha...
5º lugar... Depois de estar quse uma semana à espera de uma ansiada mensagem de um menino, ela chega. E até contem uma pergunta, brutal, ele quer conversa e tudo. O que é que uma rapariga faz nesta situação?? Telefona imediatamente à melhor amiga. O problema é quando esta se chama (imaginemos) Joana e o rapaz em questão João... Nervos, excitamento, ligo, toca, atendem "estou?" e eu, logo de rajada "joana, não imaginas, o joão mandou uma mensagem, ah ah ah , sou a maior, finalmente, i rule, o que é que eu faço, respondo já ou demoro mil horas e depois digo que não vi???". Depois de um enorme silêncio, oiço do outro lado "Deves estar enganada...". Sim, liguei para o João. Sim, quis morrer.
4º lugar... O famoso "ser apanhada em flagrante". Sim, todos somos eventualmente apanhados em flagrante em alguma altura da nossa vida sexualmente activa. Mas eu fui por uma empregada de sempre, daquelas com 70 anos e que andaram connosco ao colo. Só tive tempo de lhe fechar a porta na cara, algo bruscamente. E, mais tarde, quando apareci na cozinha, bem mais composta, ouvi uma frase que me marcou: "está calor no seu quarto, percebo perfeitamente que os meninos tenham de tirar a roupa". Sim, quis morrer.
3º lugar... Esta foi recente... Estar a passear por Lisboa com os meus amigos, e encontrar o meu "affair" em animada conversa com a suposta ex-namorada (digo suposta porque parece-me que aquilo ainda não está muito bem resolvido, para mal dos meu pecados) que, note-se, não sabe da minha existência. Como se isto não bastasse, e como nós estávamos perdidos, os meus amigos perguntam-lhes onde era o bar que procuravamos, e ela, amorosa, a explicar-me (sim, a MIM) tim tim por tim tim como lá chegar. Sim, quis morrer (ou matá-lo?).
2º lugar...Verão, 15 de Agosto, São martinho, plena praia do Salgadão. Toda a gente, habitueés e não habitueés, locals, visitantes esporádicos, meninos de cascais, de lisboa, da praia grande, de todo o lado. Eu super confiante com o meu biquini lindo de morrer, a achar-me a raínha da praia... por tras de mim aparece uma querida amiga minha (que eu tanto odiei naquele segundo) e diz "já te disse mil vezes para dares 2 nós de segurança", ao mesmo tempo que puxa sem clemência os laços dos dois lados da parte de baixo do biquini. Sim, caiu. Sim, atirei-me para a areia no mesmo segundo, enquanto tentava tapar a bochecha branca que reflectia a luz do sol. Sim, quis morrer.
1º lugar... Depois de passar 30m do meu dia de trabalho (não, nem sequer foi em tempo de lazer) a escrever um e-mail super elaborado para um "caso escaldante" meu, com a colaboração conjunta das minhas melhores amigas, cada uma contribuindo com uma frase relevante, e que terminava com qualquer coisa como "logo à noite não durmo em casa", envio não para André mas sim para António... que é nada mais nada menos que... o meu chefe. Só tive tempo de ir a correr pelas escadas, entar de rompante no gabinete dele e dizer rapidamente com o ar mais profissional que consegui: "António, desculpa, enviei-te um e-mail pessoal que não era para ti, por favor não o leias". Sim, quis morrer.