Happy ending

Antigamente perdia as estribeiras.Agia como se fosse o último acontecimento ao cimo da terra...Hoje, ponho a mão na anca, a outra a segurar a cabeça e penso: "CALMA!".
Existem quatro tópicos que me dão a volta à barriga:
Não é que as pessoas não devam desculpar....Mas pensem lá, numa relação tudo muda ao descobrimos a primeira mentira. "Bolas, querias ir sair dizias que querias ir sair ! Não era preciso passar pela vergonha de ouvir a tua irmã, dias mais tarde, comentar connosco o quanto vocês se divertiram nos anos da Mariana!" .E eu a ter de dar um ar de quem está a par de tudo e que fico felicíssima por saber o quanto foi uma "ramboía" à antiga!
A minha balança da justiça tem de estar muito equilibrada. "Passo-me da mioleira quando me põem num grupo de benfiquistas.Eu sem direito a falar, só tu e nem me defendes! Sou a única sócia do SCP.Porque raio é que não és Homem e dizes que isso é injusto? Não és meu namorado?".
"Ouve lá Zé , se não querias estar mais comigo dizias logo. Não me venhas com coisas de que agora afinal não dá porque tens de trabalhar e que nos fins de semana queres estar com os amigos!" Podias-me ter poupado os sonhos.Só me revoltam mais do que a tua ausência. Promessas....
O fenómeno manipulador é do piorio....Andarem a controlar a minha vida como : mandar mensagens a saber se estou no sítio tal e se estou para "tomarem" conta de mim!Até hoje não sei quem é pior...os amigos/as que caiem na ratoeira, se aquele que tenta manipular. A pior manipulação será a do diálogo cansativo. Isto dá-se quando tu tens sentimentos como : gostava imenso que ele me ligasse durante o dia ou enviasse uma mensagem a dizer bom-dia!E o idiota, durante quatro belas horas, tenta alterar-te a razão/sentimento que tens por uma tal utilidade da distância/saudade/trabalho útil. "Vai mas é pastar a Bagdad !". No fim de contas eras um inútil no trabalho e não te apetecia dizer era nada.
Existem ainda coisas pequenas que não me tiram bem do sério.Revoltam-me suavemente, como:
Acho não...Depois de escrever isto , tenho a certeza que até sou bem calma quando me tiram do sério....:)
A melhor luz que se pode acender em mim será aquela que me deixará sem reacção.
No entanto, reparei que tenho algumas ideias definidas que me encantam num homem:
que seja misterioso;
que me ensine "coisas novas" ;
que perceba de carros (desde a saber guiar...Ou simplesmente se souberem recarregar uma bateria em vez de sermos nós a ensinar , POR FAVOR, já é meio caminho andado para chamar atenção!) ;
que saiba pendurar quadros ;
que saiba o que quer da vida ;
que seja castiço, quer seja num desporto, numa arte, numa situação de perigo....amostras de virilidade S.F.F.!;
que em vez de aprender como se cozinha um bom arroz, saiba simplesmente fazer um ovo estrelado e um bom gin tónico enquanto eu faço o almoço!Claro que depois de me trazer o Expresso...
"Dejate llevar, por las sensaciones que no ocupen en tu via, malas pasiones. "
Gosto que me dêem beijinhos. Gosto de ficar abraçada. Gosto de viver o momento. Gosto de trocar carinhos e afectos. Gosto de trocar palavras. Gosto que me surpreendam. Gosto que me sussurrem ao ouvido palavras quentes. Sempre fui uma pessoa romântica, que gosta de momentos a dois, que imagina situações, que privilegia a companhia de quem gosto! Gosto que tomem iniciativa, mas quando é preciso, lá estou eu para dar o primeiro passo! Sigo o que quero, faço o que me parece bem! Gosto que me dominem, mas também gosto de dominar! Gosto de homens com H! Das vezes em que mais surpreendi e fiquei louca foi durante uma viagem, quando fui ter com alguém, que na altura achei que me fazia feliz, no Dubai. Eu tinha feito anos dias antes de chegar e ele não me tinha sequer ligado a dar os parabéns… Estávamos a ter uma discussão quando chega um amigo dele, que vinha de Sri Lanka, e com ele vinham uns embrulhos. Era o meu presente, uns candelabros que ele me tinha perguntado se gostava, ao qual respondi que sim, e pediu ao amigo que trouxesse… passei-me, foi bom demais! Gosto de gestos pequenos, simples, mas sinceros! Põe-me louca saber que vou ser feliz…! Como alguém me disse, sei que já nasceu…
Sem grande memória de complexos que me ocupassem muito o pensamento, recorri às minhas Agendas da Malfalda para tentar descobrir o que me passava na cabeça naquela altura.
Foi uma boa viagem no tempo.
Descobri que nunca fui das primeiras nem das últimas nas transformações típicas da idade. No entanto, nas agendas que li, encontrei que me preocupava um pouco com a altura, com o nariz, com o achar-me muito branca e mais tarde com a gordura.
Lembro-me de ser a quarta ou quinta mais baixa da aula. Lembro-me de olhar horas ao espelho, por achar que o meu nariz não era proporcional à cara. Lembro-me que por ter cabelo castanho,achar que não deveria ter a pele muito branca, logo tinha de me queimar sempre que podia e rezava a Deus para que me tornasse a pela mais escura.
Interessante foi encontrar, no dia 28 de Dezembro de 1998, a seguinte inteligente citação: "Estou muito gorda. A partir de amanhã quero ser anoréxica. " Graças a Deus, que não fui suficientemente consistente com este projecto e fiquei-me por perder uns quilitos.
Hoje as relações são medidas pela quantidade de mensagens recebidas ou enviadas?
Este tema será provavelmente dos mais batidos num café entre amigos. É um tema fácil, com variados pontos de vista aceitáveis. No entanto, julgo que será um tema-motor entre a malta dos 20 aos 30 e muitos. Um motor que pega mas que muitas vezes gripa e como é uma moda não temos respostas sentimentais: "São botões a mais e demasiados apitos!Já não percebo nada!".
Sim...Nesta idade já todos temos um passado a considerar.Já não nos entregamos facilmente. Já topamos a milhas o género de pessoa. Já temos uma paixão que mexe mais connosco e por quem faríamos tudo não fosse a vida traiçoeira....Por isso,toca a divertir com quem sentimos química e até APARECER OUTRA QUE NOS FAÇA PERDER A CABEÇA!!
Bolas, a vida é dura! Vejamos: a Maria Framboesa andou 6 anos com o Luís Ananás. Amou. Sofreu.Desculpou mas Não esqueceu.Decidiu: daqui em diante vou-me proteger. Conheceu todas as frutas e legumes que poderia conhecer. Mas....sem dúvida apostou na defesa! Um certo dia, conheceu Baltazar Morango que vinha com um passado. Maria tinha lido tudo o que poderia ler, como normas sobre a vida amorosa que comandam géneros, horas para responder, vírgulas e pontos de exclamação.A Framboesa se o Morango não respondia ouvia : Jack Raddics- Life has never been better; se o Baltazar respondia Maria, desconfiada e insegura, punha a tocar Maria Rita- Conta outra que nessa eu não caio mais. Quando estavam juntos falavam do tempo,das obrigações no trabalho, da família, dos passatempos, ouviam músicas,trocavam carinhos e davam uns beijinhos, sem mais intimidades. Nunca falaram sobre ELES.Além da bruta falta de clareza sobre o sentimento em exploração, ambos preferiram medir pelas jogadas.Sem a verdadeira partilha, o interesse de ambos foi desaparecendo.Acabou!
A meu ver, este hipotético casal é uma amostra de muitos de nós. Por medo, defesa, por jogos a mais, por manuais que nos fazem lavagem cerebral, músicas que entendemos por lições de vida...Não apostamos e preferimos deixar uma lacuna : o amor que poderia vir a existir.
O mais grave de tudo?É que acontece tanto com os homens como com as mulheres. O Baltazar Morango sentiu tanto como a Maria Framboesa e nenhum deles pode pedir explicações. No so called livro das regras amorosas: se não havia compromisso não deviam nada um ao outro.
Eliminando a teimosa ansiedade que alimenta muitos de nós, somando um pouco de tempo para raízes assentarem uma história a dois, pensar que cada amor é uma árvore nova...Será, no meu ponto de vista, a melhor forma de evitarmos relações temporárias com pedidos de resposta que não devem ser exigidos, pois não existirá o medo de nos comprometermos. Parece-me que o que falta são génios que nos digam: a cumplicidade e clareza são os verdadeiros motores para este tema não ser tão explorado em cafés e para a vodafone não lançar campanhas de mensagens à borla!
Para sequer começar a abordar esta questão do compromisso, há que explicar, antes de mais, o contexto em que ela se insere: a “idade tramada”. E o que é a “idade tramada”? Os 25 anos. Ou pelo menos esta fase que começa nos 25... Sim, sou uma rapariga, bem educada, andei em bons colégios e universidades, não sou um monstro (também não sou nenhuma brasinha, mas tenho 2 olhos 1 nariz e 1 boca, tudo no lugar onde devia estar). Gosto de ler, ir ao cinema, sair à noite com as minhas amigas, ir a concertos sempre que posso. Trabalho e, melhor, adoro o que faço. Ainda não ganho o suficiente para ser independente, mas espero estar a caminhar rapidamente nessa direcção. Tenho 24 anos, quase 25... e não tenho namorado. Eis o busílis da questão. NÃO TENHO NAMORADO. E, guess what?, não estou muito preocupada. Mas (ui! como eu odeio estes “mas”), a verdade é que estou a entrar na tal idade chata, a tal idade em que já oiço a minha avó dizer “com a sua idade já tinha 4 filhos” ou as minhas tias no Natal a perguntarem “então quando é que casas?”... E isso não mata, mas mói.
Sempre disse que queria casar de branco (ainda que possa parecer uma hipocrisia...), mega festa, ter pelo menos 2 filhos, e mantenho firme essa ideia. Acredito no amor acima de tudo, acho que é a força que faz girar o Mundo, que move montanhas se for preciso. Mesmo sendo filha de pais separados e de ver a taxa de divórcios crescer todos os dias, eu acredito que vou encontrar a minha metade, aquele homem que me vai completar e ficar comigo o resto da vida, e que vamos morrer os 2 velhinhos e felizes... Será que devia tatuar um “O” na testa? Assim sendo, admito que procuro a minha alma gémea. Não, não estou com pressa nenhuma, até porque tive um namoro grande (4 anos), seguido de dois de 1 ano cada, e agora é a primeira vez que estou solteira há algum tempo... O que tem tido as suas vantagens (muito mais tempo com as amigas, muito mais programinhas, menos controle) e desvantagens: menos miminho (e eu ADORO miminho), menos noites de manta e DVD, menos mensagens queridas antes de deitar. Mas também não ando a fugir com o rabo à seringa, se aparecer alguém que valha a pena, venha daí namoro!
Isto seria tudo muito bonito se eles, lado masculino da questão, também não estivessem na mesma “idade tramada”...que estão. E, não querendo tornar este post um desabafo feminista, a verdade é que eles lidam um bocadinho pior que nós com isto tudo. Assim sendo, vejo-me rodeada de amigas a passar por situações muito idênticas: conhecem um menino, dão-se bem, tudo parece estar encaminhado, enrolam-se, trocam mensagens e, às vezes, umas juras de amor eterno, e passados uns dias.... ele desaparece sem deixar rasto. Porquê? Porque estão na “idade tramada” e acham que nós só queremos é casar, portanto mais vale “papar pitas”? Ou porque nos veêm mais independentes que nunca e assustam-se? Porque não se querem magoar? Ninguém quer, a ideia não é essa... Ou ainda (e esta tem surgido mais que as outras) porque saíram de uma relação grande e não se querem meter noutra? Será que não sabem bem o que querem? Qualquer uma destas respostas me parece no mínimo assustadora... Qual é o stress? Haverá coisa melhor do que andar feliz, com um romance acabadinho de começar, que parece ter tudo para dar certo, que cada dia é uma descoberta fantástica de mais uma qualidade na outra pessoa? As primeiras mensagens, os primeiros cinemas, o lanche com as amigas para comentar que ele “adora aquela música que eu adoro, fomos feitos um para o outro”... E temos de estar já a pensar se é este The One? Meu Deus, espero que não! Mas, meus caros leitores portadores do cromossoma Y, deixo-vos um conselho: quem não arrisca, não petisca. Qual “idade tramada”, esta é a melhor idade!